Albufeira de Castelo do Bode. Foto: mediotejo.net

As águas na albufeira de Castelo do Bode continuam a apresentar um nível bastante abaixo do que era habitual para esta altura do ano. Segundo os dados da monitorização do Sistema Nacional de Monitorização de Recursos Hídricos (SNIRH), que o mediotejo.net consultou, a água subiu cerca de seis metros desde o momento mais crítico registado a 13 de fevereiro.

Nesse dia, a cota da água estava nos 106,12 metros, o nível mais baixo desde 2001, próximo dos 106 m fixados pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA) como mínimo crítico para que esteja garantida água para abastecer Lisboa durante dois anos.

Com as chuvas que se registaram nas semanas seguintes, o nível da água subiu cerca de seis metros, para os 112.22 m verificados a 3 de junho, mesmo assim, quase 10 metros abaixo do nível pleno.

Desde então, paulatinamente, a cota baixou para os 111.85 m, valor observado a 20 de junho, apesar das medidas tomadas de suspensão da produção de eletricidade e de redução do caudal ecológico.

Há cerca de um ano, num cenário sem seca, a cota da albufeira de Castelo do Bode estava nos 118,10 metros.

O problema da falta de água não afeta apenas Portugal. Em Espanha, devido ao atual cenário de seca, foi anunciada a redução dos caudais dos rios que entram em Portugal, o que vai agravar a situação em algumas barragens nacionais.

Ganhou o “bichinho” do jornalismo quando, no início dos anos 80, começou a trabalhar como compositor numa tipografia em Tomar. Caractere a caractere, manualmente ou na velha Linotype, alinhavava palavras que davam corpo a jornais e livros. Desde então e em vários projetos esteve sempre ligado ao jornalismo, paixão que lhe corre nas veias.

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