Agrupamento de Escolas de Constância celebra sucesso com projeto Erasmus+. Na foto: Alunos em Malta. Créditos: AEC

O Agrupamento de Escolas de Constância (AEC) continua em plena atividade na internacionalização do ensino e formação na União Europeia. O projeto de acreditação Erasmus+ da escola, aprovado para o período de 2023 a 2027, gerou “oportunidades” e “crescimento” em termos de partilha de conhecimento, tanto para docentes quanto para alunos. No ano letivo de 2023/24 foram já implementadas várias mobilidades, estando previstas as duas últimas para agosto deste ano.

Até agora, foram realizadas cinco mobilidades individuais para fins de aprendizagem enriquecedoras e uma mobilidade de grupo. Em fevereiro, duas docentes participaram em cursos estruturados em Barcelona, uma experiência que trouxe novos métodos e práticas pedagógicas para as salas de aula de Constância, relata o AEC, num balanço da atividade desenvolvida.

Em abril, indica o AEC, uma mobilidade de job-shadowing (acompanhamento no posto de trabalho) levou uma das professoras do Agrupamento até Bruxelas, permitindo uma troca de experiências e conhecimentos no coração da Europa, com o projeto a incidir ainda em Malta.

“A ilha de Malta foi um destino popular, acolhendo tanto docentes quanto alunos”, pode ler-se. De 28 de abril a 5 de maio, duas docentes participaram em atividades de job-shadowing, acompanhando o trabalho de colegas malteses e explorando novas abordagens educativas.

Na mesma semana, um grupo de alunos do 7.º ano também esteve em Malta, numa experiência que combinou aprendizagem e cultura, ampliando os horizontes dos jovens e melhorando as suas competências em língua inglesa.

Para além das mobilidades realizadas no âmbito do projeto de acreditação, quatro professores participaram em duas mobilidades, no âmbito do Projeto “Game Therapy for Special Education Students”, que está próximo do final.

Este projeto, desenvolvido pelo AEC, em parceria com duas escolas turcas e uma escola estoniana, tem como objetivo desenvolver competências relacionadas com métodos de ‘Play Therapy’, por forma a melhorar as habilidades socio-emocionais dos alunos com necessidades especiais, ajudando-os a superar problemas de comunicação e garantindo a sua inclusão na sociedade. 

Este projeto envolveu mais de 20 professores das escolas parceiras, sendo que, em cada mobilidade, estiveram presentes cerca de 12 docentes. 

As últimas mobilidades ocorreram nos meses de abril a Nigde, Turquia, de 15 a 19 de maio, e a Viljandi, Estónia, entre os 20 e 24 do mesmo mês, tendo sido trabalhados, respetivamente, os temas “Effective Techniques in Play Therapy” e “Child-Centered Play Therapy”.  

Durante as semanas de trabalho, os docentes participaram em vários workshops, palestras e atividades práticas, para além de visitas a escolas de ensino regular e de educação especial. 

Na reta final do projeto, a coordenadora Célia Marques refere que o programa trouxe “importantes benefícios aos professores participantes através da troca de conhecimentos e práticas inovadoras entre as escolas parceiras”.

“Todos os participantes relataram um enriquecimento significativo, tanto profissional, quanto pessoal, pelo que se espera que os conhecimentos e competências adquiridos pelos docentes tenham um impacto positivo e duradouro nas práticas de ensino, bem como na qualidade de vida e inclusão dos alunos com necessidades especiais na sociedade”, declarou. 

No seguimento das diversas mobilidades realizadas ao longo do ano letivo, teve lugar, na semana passada, no AEC, uma ACD (ação de curta duração) com vista à disseminação das experiências e aprendizagens realizadas.

Em agosto, realizar-se-ão mais duas mobilidades individuais, na qual participarão uma docente de matemática e uma de português, que frequentarão um curso estruturado em Amesterdão, Países Baixos.

No próximo ano, o AEC dará “continuidade” ao projeto, “possibilitando aos alunos e aos professores mais e melhores aprendizagens”.

A coordenadora do Programa Erasmus+ do AEC, Elsa Escobar, sublinhou que o Agrupamento continua a demonstrar um forte compromisso com a internacionalização e o desenvolvimento profissional dos seus membros, proporcionando experiências que enriquecem o ensino e a aprendizagem.

“Com o apoio do Programa Erasmus+, estamos a construir uma comunidade educativa mais dinâmica, inovadora e aberta ao mundo”, afirmou.

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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