O presidente da Comissão Episcopal da Pastoral Social e Mobilidade Humana, José Traquina, manifestou este sábado a disponibilidade da Igreja Católica portuguesa para ser envolvida no acolhimento de refugiados afegãos. Portugal vai acolher, para já, 50 refugiados do Afeganistão, 30 que colaboraram com a NATO e os restantes que cooperaram com os serviços da União Europeia, como revelou o ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva.
O bispo de Santarém, em declarações hoje divulgadas pela agência Ecclesia, afirmou que, “com o apoio da Cáritas e o envolvimento da Conferência Episcopal” a Igreja fará o que puder “para auxiliar os que chegarem”, embora sublinhe que a “verdadeira preocupação são os que estão lá [no Afeganistão]”, pois desconhece-se “como vai ser o futuro daquele país”.
Para o presidente da Comissão Episcopal da Pastoral Social e Mobilidade Humana, este é o momento de demonstrar solidariedade e disponibilidade para o diálogo.
“Desejamos que o diálogo seja a solução para a resolução dos problemas. Não são as armas ou as guerras”, disse o bispo José Traquina.
Portugal acolhe “de imediato” 50 refugiados, mais poderão vir ainda este mês
Portugal vai acolher, para já, 50 refugiados do Afeganistão, 30 que colaboraram com a NATO e os restantes que cooperaram com os serviços da União Europeia, revelou o ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva.
Os talibãs conquistaram Cabul no domingo passado, culminando uma ofensiva iniciada em maio, quando começou a retirada das forças militares norte-americanas e da NATO.
As forças internacionais estavam no país desde 2001, no âmbito da ofensiva liderada pelos Estados Unidos contra o regime extremista (1996-2001), que acolhia no seu território o líder da Al-Qaida, Osama bin Laden, principal responsável pelos atentados terroristas de 11 de setembro de 2001.
A tomada da capital põe fim a uma presença militar estrangeira de 20 anos no Afeganistão, dos Estados Unidos e dos seus aliados na NATO, incluindo Portugal.
