Quem me conhece e faz o favor de acompanhar o que fui escrevendo ao longo dos anos sabe que tento manter a coerência em tudo o que faço, em tudo o que digo e em tudo o que escrevo. Para mim, a verdade não tem cor nem ideologia e, apesar de poder ter várias perspetivas, ela será sempre única.
Estou muito longe de ser um expert ou um técnico credenciado para avaliar qual a melhor solução para o futuro aeroporto de Portugal mas, apesar de continuar a ser um leigo na matéria, os factos que foram partilhados na semana passada em Vila Nova da Barquinha dizem-me que Tancos é a melhor solução ao nível do investimento, das infraestruturas, da centralidade e inclusivamente da segurança.
É com satisfação que olho para a união dos autarcas da região que colocam desta vez os superiores e estratégicos interesses da região à frente das manobras táticas que normalmente se preocupam apenas com a defesa dos lobbies e dos interesses instalados.
A idade já me fez perder alguma ingenuidade alertando-me para o facto de as coisas nem sempre serem aquilo que parecem mas, neste caso, mesmo que exista alguma agenda escondida, os ganhos coletivos parecem-me incomensuravelmente maiores quando comparados com eventuais interesses obscuros ainda não percecionados.
Estarei sempre do lado das pessoas e do território. Estarei sempre a favor do desenvolvimento desde que ele não colida com os interesses das pessoas e do território. A minha postura será sempre esta, independentemente da cor ou da ideologia que se posicione por trás das influências.
O meu foco estará permanentemente virado para o futuro e preocupado apenas com a estratégia que o permita alcançar, abominando os tacticismos próprios dos jogos de poder. Com tranquilidade e sem obsessões porque essas, em limite, derivam ou podem vir a derivar em casos patológicos.
O foco preocupar-se-á essencialmente com a gestão de prioridades, a mesma que nos diz que devemos fazer primeiro aquilo que deve ser feito primeiro. Otimizando recursos, maximizando o resultado e harmonizando o desenvolvimento com as pessoas e o território. Será essa a prioridade. Sempre.

Um futuro aeroporto em Tancos custaria apenas um “armazém” adaptado para servir de gare para as Low cost e bastaria por um mini bus a fazer a ligação pendular com a estação ferroviária do entroncamento (menos de 15 minutos ) para ligar a linha do norte e ao nivel rodoviário há um nó de autoestrada a menos de 2 minutos ficando de carro Abrantes a 15 minutos,Tomar a 20 minutos, Fátima a meia hora, Santarém e leiria a menos de 45 minutos , Coimbra e Caldas da rainha a uma hora, Figueira da Foz e Lisboa a menos de uma hora e meia …..Um investimento irrisório, que traria desenvolvimento para fora de Lisboa e Porto e iria aliviar o congestionado aeroporto de lisboa deslocalizando parte das low cost para fora de lisboa dando-lhes espaço aéreo e logística barata para operar ….uma opção barata , rápida e sem impactos ambientais alem dos já existentes