Um homem de 64 anos foi detido em flagrante delito pela GNR cerca das 04h00 da madrugada de terça-feira por suspeita de provocar dois focos de incêndio em Vale Zebrinho, no concelho de Abrantes, tendo sido posteriormente ouvido pelo Ministério Público e libertado, confirmou a Guarda ao mediotejo.net.
A notícia da detenção foi avançada em primeira mão pela CNN Portugal, que dava conta da captura de um homem suspeito de ter provocado dois focos de incêndio durante a madrugada na localidade de Vale Zebrinho, freguesia de São Facundo, concelho de Abrantes.
Contactada pelo mediotejo.net, fonte oficial da Guarda Nacional Republicana confirmou que o indivíduo, de 64 anos e residente naquela localidade, foi detido em flagrante delito no âmbito das ações de prevenção da floresta contra incêndios que estavam a ser desenvolvidas pela Guarda.
Segundo esclareceu o capitão Vicente, comandante do Destacamento Territorial de Abrantes da GNR, a detenção resultou da ação direta dos militares que se encontravam no terreno, não tendo sido desencadeada por qualquer alerta de populares.
“Estávamos mesmo em cima do acontecimento”, afirmou o oficial, acrescentando que a intervenção ocorreu “no âmbito da prevenção das florestas contra incêndios”.
Os dois focos de incêndio chegaram efetivamente a deflagrar, mas tiveram uma expressão muito reduzida, tendo ardido no total cerca de dois metros quadrados de terreno.
Os bombeiros foram mobilizados para o local, situado a cerca de dois quilómetros da aldeia de Vale Zebrinho, não tendo sido registados danos nem existido perigo para zonas habitacionais.
Numa primeira fase foi avançado que o homem seria presente ao Tribunal Judicial de Abrantes para primeiro interrogatório judicial e eventual aplicação de medidas de coação. Contudo, a situação processual acabou por ter um desfecho diferente.
“O detido acabou por não ser presente a Juiz, tendo o processo passado a inquérito sem medidas de coação”, esclareceu fonte oficial da GNR ao mediotejo.net.
A Guarda acrescentou que, após a detenção, o homem permaneceu numa cela da GNR até ser ouvido pelo Ministério Público.
“Ficou detido em cela até ser presente ao MP pelas 10h00. Foi restituído à liberdade pela procuradora após ser ouvido pela mesma”, acrescentou a mesma fonte.
O processo segue agora em fase de inquérito, prosseguindo as diligências de investigação destinadas a apurar as circunstâncias dos incêndios e a eventual responsabilidade criminal do suspeito.

