Dois dos primeiros académicos da Academia Tubuciana de Abrantes: o pintor Cirilo Volkmar Machado (na esquerda) e o poeta Belchior Manoel Curvo Semedo Torres de Sequeira, entre os arcades Belmiro Transtagano. Fotografia: Rosangela Herbert.

A Academia Tubuciana de Abrantes já divulgou o programa de palestras para este sábado, dia 22 de março, entre as 14h00 e as 17h00, e que vai incidir sobre a história da música em Abrantes e no mundo com diversos oradores. Todas as palestras decorrem na sede da Academia, em Abrantes, e têm acesso livre.

Assim na abertura, Fernando Coimbra, da Universidade de Salamanca, apresenta ‘Arqueologia e as origens da Música’. Uma hora mais tarde é a vez do historiador Paulo Falcão Tavares, da Universidade de Évora, falar sobre ‘A gaita-de-foles em Abrantes’.

Às 15h30, o professor Raul Grilo conta ‘A história do povo de Mouriscas na área do folclore, sua preservação e divulgação, pelo Grupo Etnográfico os Esparteiros’. Às 16h00, Ana Luísa Carvalho, docente do ensino secundário da Escola Dr. Manuel Fernandes, apresenta ‘O património musical abrantino na disciplina de Formação Musical: uma proposta pedagógica no âmbito do Ensino Artístico Especializado de Música’.

Meia hora depois é a vez do maestro e professor Cesáreo de Dios Cid, ex-irmão da Congregação S. João Batista de La Salle, falar sobre ‘A tuna do Colégio La Salle de Abrantes’. Por último, o artista António Colaço apresenta o ‘Órgão na música sacra’.

A Academia Tubuciana, fundada em 13 de maio de 1802 em Abrantes, sempre foi uma instituição cultural. Começou por promover a economia e as belas letras, com proteção do príncipe D. João, futuro rei de Portugal, D. João VI. Surgiu da ideia de dois ilustres médicos do século XVIII, Rodrigo Soares de Bivar e de Inácio Francisco Tamagnini, ainda no século das luzes.

A instituição teve o seu primitivo nome de Sociedade Literária Tubuciana, tendo tido dezenas de sócios no século XIX, três dos quais, foram primeiro-ministros do Reino de Portugal, para além de uma panóplia de eruditos, poetas, militares, fidalgos, juristas, frades, sacerdotes, médicos entre outros.


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A sua formação é jurídica e a sua paixão é História mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 à cidade natal; Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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