Abrantino Pedro Marques assume administração da Unidade Local de Saúde (ULS) da Lezíria. Foto: DR

O Conselho de Administração (CA) da Unidade Local de Saúde (ULS) Lezíria foi demitido pelo Ministério da Saúde, informou a própria estrutura dirigente numa mensagem de despedida. O PS já criticou a decisão. A equipa agora demitida irá ser substituída por um novo CA, liderado por Pedro Marques, antigo vereador do PSD em Abrantes e atual gestor do Hospital do Santo Espírito, da Ilha Terceira. O Ministério da Saúde demitiu também os CA do Alto Alentejo e da Região de Leiria. A ULS Médio Tejo, até ver, mantém em funções o atual Conselho de Administração, presidido por Casimiro Ramos, tendo, inclusive, estado presente e participado no Conselho Consultivo da ULS Médio Tejo onde apresentou os objetivos para o ano 2025.

“Por decisão do Ministério da Saúde, a nossa jornada como Conselho de Administração” da ULS da Lezíria “chega agora ao fim”, dizem os elementos do conselho de administração, Tatiana Silvestre, Ana Rita Paulos, João Soares Ferreira, João Formiga e Sérgio Domingos.

Os cinco recordam o trabalho que desenvolveram desde fevereiro deste ano, construindo a ULS Lezíria, uma entidade que uniu o Hospital Distrital de Santarém e o ACES (Agrupamento de Centros de Saúde) Lezíria, “consolidando um modelo de proximidade e integração ao serviço” das comunidades.

A equipa chefiada por Tatiana Silvestre acrescenta que o projeto só foi possível com “a dedicação incansável de todos” e ao “espírito de equipa” do Conselho de Administração, bem como à “competência e entrega de todos os profissionais de saúde da ULS Lezíria”.

“Agradecemos profundamente a todos os profissionais que, diariamente, dão o seu melhor para que esta unidade seja uma referência”, dizem na mensagem.

E acrescentam: “Saímos com a certeza de que a ULS Lezíria continuará a prosperar, alicerçada nos valores que partilhamos e na missão de cuidar de quem mais precisa”.

A ULS Lezíria abrange os concelhos de Almeirim, Alpiarça, Cartaxo, Chamusca, Coruche, Golegã, Rio Maior, Salvaterra de Magos e Santarém.

Segundo avançado pela SIC Notícias, a partir de janeiro a ULS da Lezíria vai ser liderada por Pedro Marques, que foi vereador do PSD em Abrantes e que, desde 2022, preside ao Conselho de Administração do Hospital do Santo Espírito da Ilha Terceira.

Pedro Marques, de 56 anos e natural de Abrantes, foi diretor do semanário abrantino Primeira Linha, vereador na Câmara de Abrantes pelo PSD, responsável pelo Centro de Formação Profissional de Tomar, e diretor executivo do Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) da Serra d’Aire.

Licenciado em Gestão pelo Instituto Superior de Gestão de Lisboa, tem MBA em Gestão de Unidades de Saúde e em Executive Marketing, bem como Especialização em Business Economic and Management, pela Católica Business School de Lisboa, tendo trabalhado durante vários anos na indústria farmacêutica.

Segundo avança a SIC Notícias, Teresa Rodrigues assumirá as funções de diretora clínica dos cuidados hospitalares da ULS Lezíria. Fátima Lopes (enfermeira diretora) e Hugo Costa, atual diretor do Departamento Administrativo e Financeiro da Câmara de Santarém (gestão financeira), são outros nomes avançados para a ULS, faltando ainda conhecer o nome do responsável pelos cuidados primários.

A Direção Executiva do Serviço Nacional de Saúde fez saber que “procedeu a mudanças em alguns conselhos de administração de ULS de acordo com novas estratégias e abordagens de gestão”.

Em comunicado, a Federação Distrital de Santarém do Partido Socialista “repudia a estratégia de apropriação da administração pública levada a cabo pelo governo da AD, de forma descarada, sem argumentação e gerando uma instabilidade com consequências imprevisíveis nas respostas de saúde que os cidadãos merecem ter ao seu dispor”.

“Desde a tomada de posse do Primeiro-Ministro Luís Montenegro e da Ministra da Saúde, Ana Paula Martins, todos os resultados no setor da saúde pioraram com efeitos catastróficos para milhares e milhares de pessoas, como todos os dias nos é dado a conhecer”, afirma o PS na nota critica informativa.

“Portugal precisa de uma alternativa urgente ao denominado ‘Plano de Emergência e Transformação na Saúde’, apresentado com pompa e circunstância e que, além da evidente degradação do serviço público, tem apenas “transformado” a gestão da saúde com recurso à substituição cega dos seus gestores. Sim, sem critérios, sem atender aos resultados obtidos e sem olhar para a reconhecida competência dos profissionais em funções”, pode ler-se no comunicado da Federação Socialista de Santarém, presidida por Hugo Costa.

“É público e notório que os resultados do trabalho do Conselho de Administração da Unidade Local de Saúde da Lezíria superaram as expectativas e corresponderam a mais e melhores acessos aos cuidados de saúde dos habitantes desta região”, sublinha, tendo criticado o que afirma ser “uma governação sem rumo”.

“O afastamento do atual Conselho de Administração, ao qual queremos reconhecer e agradecer o mérito e competência na prestação do serviço público, é, infelizmente, apenas mais um episódio de uma governação sem rumo, contra a qual o Partido Socialista vai continuar a lutar, denunciando e procurando apontar e materializar uma alternativa. Uma alternativa que contrarie o evidente desmantelamento do Serviço Nacional de Saúde. Uma alternativa que assegure, a todas e a todos, o total e justo acesso aos cuidados de saúde. Porque essa foi, é e será sempre a única e verdadeira razão da existência do nosso SNS”, conclui.

c/LUSA

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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2 Comments

  1. Sai tacho entra tacho, nem se pergunta se estava a fazer bom serviço. É preciso é que este nosso amigo seja contemplado com um bom tacho. E então na saúde não fica pedra sobre pedra não é necessário competência ,por isso é que a saúde está doente quase moribunda

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