A atleta Laura Agostinho no Estádio Municipal de Abrantes. Créditos: mediotejo.net

A velocista abrantina Laura Agostinho integra a missão portuguesa composta por 56 jovens atletas que vão disputar a 12.ª edição dos Jogos Desportivos da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) competição que se realiza em Timor-Leste entre 17 e 27 de julho e que não acontecia desde 2018.

Laura Agostinho, atleta sub18 (2009) da Academia Susana Estriga (Ases Estriga), de Abrantes, com 15 anos, foi convocada para a Seleção Nacional da Federação Portuguesa de Atletismo para representar Portugal e irá competir em duas provas individuais (100 metros e salto em comprimento) e na estafeta mista 4×100 metros. As provas de atletismo decorrerão nos dias 21, 22 e 23 de julho.

Em comunicado, Susana Estriga, treinadora da atleta, disse que “desde que” Laura Agostinho “iniciou o seu percurso na modalidade as suas qualidades acima da média foram identificadas por todos” e que, “para todos os que têm acompanhado o seu percurso com quase quatro anos, esta convocatória é o reconhecimento do seu talento e do nosso trabalho”.

“Com uma invulgar capacidade de trabalho e uma dedicação ímpar, o seu talento catapultou-a rapidamente para o patamar nacional”, pode ler-se na informação publicada na página do Ases Estriga, academia de desporto de Abrantes que a jovem atleta representa.

“Neste processo, onde nunca estivemos sozinhos, foi fundamental o apoio de todos aqueles que acreditaram no seu potencial e que investiram na sua formação e nas condições de treino”, refere a mesma nota, tendo apontado a convocatória para a selecção nacional como um momento de ”emoção e orgulho”.

“Sabendo que a família e a treinadora têm desempenhado um papel muito importante no percurso da atleta, esta representação nacional está a ser vivida, por todos, com grande emoção e orgulho”, pode ler-se.

56 jovens atletas lusos rumam a Timor-Leste para competir nos Jogos da CPLP

Numa cerimónia realizada no dia 15 de julho na Tribuna de Honra do Estádio Nacional, em Oeiras, os 105 elementos que compõem a comitiva portuguesa estiveram presentes, poucas horas antes da partida para uma realização inédita no país asiático, na capital Díli.

“Houve um esforço extraordinário do Governo português para que estes Jogos se realizassem. Há algum material desportivo que vamos levar para Timor-Leste, para a prova e para contribuir para o desenvolvimento desportivo neste país. Conseguir finalmente que estes Jogos sejam reatados, depois de cancelamentos pela covid-19 ou por falta de condições, tem um simbolismo muito grande, para que a língua portuguesa continue viva e alargue o poder de influência”, frisou Daniel Monteiro.

O presidente da Confederação do Desporto de Portugal (CDP) marcou presença na cerimónia e destacou o “momento de afirmação” da língua portuguesa e uma oportunidade única para estes jovens disputarem uma competição internacional onde todos os participantes falam a mesma língua, apesar dos diferentes países.

O ex-atleta olímpico Rui Bragança, no taekwondo, é o chefe de missão e abordou a nova experiência, em funções distintas dentro de uma comitiva portuguesa numa prova disputada no estrangeiro, após competir nos Jogos Rio2016 e Tóquio2020.

“Vai ser muito diferente. Foram 20 anos como atleta e é a primeira vez que estou com funções diferentes no mundo do desporto. Está a ser uma experiência muito divertida e, ao mesmo tempo, complicada. Ir e saber que nunca vou desligar e vou ter sempre responsabilidades, é diferente, mas acho que vai ser muito bom e vai ajudar-me também a crescer”, afirmou aos jornalistas, após o final da cerimónia.

Portugal, Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, São Tomé e Príncipe e o anfitrião Timor-Leste são os países participantes numa competição para jovens até aos 16 anos, onde serão realizadas oito modalidades: atletismo, basquetebol, futebol, karaté, taekwondo, ténis, voleibol de praia e xadrez, entre 17 e 27 de julho.

“Num mundo várias vezes marcado por tensões e desigualdades, iniciativas como esta são verdadeiramente importantes e demonstram como o desporto pode ser uma ponte poderosa entre nações, promovendo a proximidade, o entendimento e o respeito mútuo. Mais do que os resultados, estar presentes nestes Jogos é uma conquista que deve ser valorizada”, sublinhou a ministra da Cultura, Juventude e Desporto, Margarida Balseiro Lopes, em discurso na cerimónia de apresentação.

Já o presidente do Instituto Português do Desporto e da Juventude (IPDJ), Ricardo Gonçalves, lembrou a representação dos “valores de afirmação que unem todos os países”, como o respeito, o ‘fair-play’ e a coordenação entre as nações-irmãs.

“A nossa participação reforça o compromisso com o desenvolvimento desportivo e a promoção dos valores da lusofonia. Desejo que os atletas vivam a experiência com entusiasmo, coragem e sentido de missão, e que todos os momentos sejam vividos com respeito e dignidade. Que estes Jogos sejam palco de aprendizagens, conquistas e memórias inesquecíveis, numa participação inspiradora”, salientou.

C/LUSA

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