Os atletas Nuno Gomes e Daniel Simões vão ligar Abrantes a Gibraltar, no dia 26 de julho, em bicicleta de BTT, num limite temporal de 24 horas, em que farão 555 quilómetros, que se propõem vender a 10 euros cada, com o intuito de angariar fundos para serem entregues a vítimas dos incêndios de Pedrógão Grande.

Nuno, professor, e Daniel, veterinário/oficial do exército, são dois abrantinos que têm colocado a si próprios uma série de desafios pessoais em termos desportivos, entre os quais se contam a realização do projeto “Diagonais”, quatro etapas diferentes em que estabeleceram a ligação de Abrantes às quatro cidades/cantos de Portugal em BTT (Vila Real de Santo António, Sagres, Caminha e Bragança), com cada um desses trajetos a ter a duração limite de 24 horas.

Quando se encontravam a preparar este novo desafio de ligar Abrantes a Gibraltar, abateu-se sobre a Região do Pinhal a tragédia dos incêndios. Na sequência da catástrofe, transformaram este seu desafio numa ação de solidariedade, vendendo cada um dos quilómetros que cada um completar, com o intuito de angariar aproximadamente 11.000 euros.

Quem se propuser adquirir quilómetros que reverterão a favor daqueles que foram atingidos pelos incêndios, pode fazê-lo para o IBAN PT50001800000604424302177, devendo enviar o respetivo comprovativo para o e-mail 555kmpedrogao@gmail.com, pelo qual também será possível obter mais informações. Neste momento, cerca de metade dos quilómetros que Nuno Gomes e Daniel Simões se propõem fazer já foi vendida.

Depois de regressarem de Gibraltar, Nuno e Daniel convidarão todos aqueles que habitualmente andam de bicicleta na zona de Abrantes a acompanharem-nos num pelotão que se deslocará a Pedrógão Grande para fazer a entrega dos donativos alcançados.

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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