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O vereador do Partido Social Democrata sugeriu ao executivo do Partido Socialista da Câmara de Abrantes que, tendo em conta o anúncio do Governo quanto à redução no valor das portagens da A23, “consiga a extinção de um pórtico” junto à cidade de Abrantes. O presidente considerou a ideia “muito interessante”.

De acordo com o relatório que acompanha a proposta de Orçamento de Estado para 2021, o Governo indica que “será implementado um sistema de descontos nas taxas de portagens, por forma a garantir a uniformização das reduções existentes, com descidas mais significativas nos veículos ligeiros” com efeitos em 2021.

Assim, o vereador do PSD, na última reunião de Câmara Municipal de Abrantes, lançou “um desafio” ao executivo de maioria socialista. Dirigindo-se ao presidente Manuel Jorge Valamatos, sugeriu que junto do Governo “consiga a extinção do pórtico entre a saída/entrada de Abrantes” na A23.

Para Rui Santos trata-se de um pórtico que “não faz sentido nenhum existir. E se formos a outras cidades entre as suas entradas/saídas não tem pórticos. E se esse pórtico desaparecer também vai desaparecer muito movimento de pesados dentro de Abrantes”.

Lembrou ser “um assunto que já vem de há muitos anos, independentemente da cor política que estava no Governo, fosse laranja ou rosa, a posição do PSD sem foi a mesma: deveria haver ou a abolição ou a redução das portagens” nas ex-scut.

Por seu lado, Manuel Jorge Valamatos considerou “um bom sinal” do Governo, acrescentando que o Orçamento de Estado “indicia alguns bons sinais para as nossas comunidades, para as populações e esta sua ideia de anular o pórtico entre as diferentes entradas e saídas de Abrantes é muito interessante”.

O presidente deu conta que o pórtico foi implementado naquele local “por uma questão técnica”. “Procurarei inteirar-me de forma mais concreta sobre a matéria”, disse, considerando a proposta “um bom contributo” por parte do vereador na oposição.

A sua formação é jurídica e a sua paixão é História mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 à cidade natal; Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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