O Serviço de Urgência de Ginecologia e Obstetrícia e o bloco de partos do Centro Hospitalar do Médio Tejo (CHMT), instalados em Abrantes, voltam a estar encerrados entre as 09h00 de sexta-feira e as 09h00 de segunda-feira, no âmbito de um serviço rotativo previsto até final deste mês de março. A decorrer desde janeiro, a direção executiva do Serviço Nacional de Saúde deverá anunciar a extensão deste plano de rotatividade.
Em comunicado, o CHMT – Centro Hospitalar do Médio Tejo informa que o Bloco de Partos e o Serviço de Urgência de Ginecologia e Obstetrícia da Unidade Hospitalar de Abrantes do CHMT vão sofrer constrangimentos este fim de semana, no cumprimento da deliberação da Direção Executiva (DE) do Serviço Nacional de Saúde (SNS). As utentes que necessitem de assistência médica deverão deslocar-se ao Hospital Distrital de Santarém.
Assim, desde as 9h00 de sexta-feira, 24 de março, até às 09h00 de segunda-feira, 27 de março, o Serviço de Urgência de Ginecologia-Obstetrícia e Bloco de Partos da Unidade de Abrantes do CHMT não receberá utentes – ambulâncias e utentes que se dirijam diretamente à instituição pelos seus meios.
“As utentes que necessitem de assistência médica deverão deslocar-se ao Hospital Distrital de Santarém”, pode ler-se na mesma nota informativa.
O CHMT reitera a importância de, antes do recurso a qualquer unidade de saúde, contactar previamente o SNS 24 (808 24 24 24) e, em situações de emergência, realizar o contacto para o 112.
De acordo com a deliberação da DE do SNS, a Maternidade e Urgência de Ginecologia da Unidade de Abrantes estará condicionada neste primeiro trimestre nos fins de semana de: 27, 28 e 29 de janeiro; 10, 11 e 12 de fevereiro; 24, 25 e 26 de fevereiro; 10, 11 e 12 de março e 24, 25 e 26 de março.
Direção executiva e hospitais avaliam plano das urgências de obstetrícia
A direção executiva do Serviço Nacional de Saúde (DE-SNS) e os hospitais de Lisboa e Vale do Tejo vão avaliar esta semana o plano de funcionamento das urgências de ginecologia e obstetrícia que vigora desde janeiro e deverão anunciar as decisões a tomar neste âmbito, nomeadamente sobre a continuidade do plano de rotatividade.
“Esta semana será efetuada a avaliação com as instituições de saúde do Serviço Nacional de Saúde que possuem blocos de parto, nomeadamente da região de Lisboa e Vale do Tejo, a Administração Regional de Saúde, o INEM e a Linha Saúde 24”, adiantou a DE-SNS à Lusa.
Segundo a mesma fonte, esta reunião vai servir para analisar o desempenho da ‘Operação Nascer em Segurança no SNS’ durante os últimos três meses e “perspetivar as decisões futuras neste âmbito”.
Em janeiro, a direção executiva liderada por Fernando Araújo anunciou que as urgências de ginecologia e obstetrícia e as unidades de neonatologia de Lisboa e Vale do Tejo iriam funcionar até final de março com a mesma metodologia rotativa do que no Natal e Ano Novo.
Na altura, ficou decidido que as quatro instituições de Lisboa – centros hospitalares de Lisboa Norte, de Lisboa Central e de Lisboa Ocidental e o Hospital Fernando Fonseca – iriam “cooperar e partilhar recursos”, no sentido de garantir o funcionamento dos respetivos serviços de urgência de ginecologia e obstetrícia e das unidades de neonatologia durante este primeiro trimestre.
Já em 15 de fevereiro, Fernando Araújo adiantou, numa audição na Assembleia da República, que a programação de funcionamento de serviços de obstetrícia do plano `Nascer em Segurança’, lançada no Natal, funcionou “sem uma única falha”.
“Sete semanas depois, o plano funcionou sem uma única falha”, garantindo previsibilidade quanto ao funcionamento dos serviços, adiantou o diretor executivo do SNS, ao sublinhar, porém, que as medidas estruturais tomadas “demoram a ter efeito”.
c/LUSA
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