Feira de São Matias. Foto: DR

A tradicional Feira de São Matias pode não se realizar em Abrantes pelo segundo ano consecutivo. O executivo está a estudar a possibilidade da sua realização, mas o presidente da Câmara Municipal de Abrantes disse ao nosso jornal haver  “indicações de que será muito difícil”, tendo em conta a evolução da pandemia de covid-19, que neste momento continua em crescendo no concelho e no país.

“Vamos ter de aguardar mais uma semana. Eventualmente até ao final da próxima semana para decidir” se em 2022 a Feira de São Matias será realizada tendo em conta o cenário pandémico, disse hoje ao mediotejo.net Manuel Jorge Valamatos.

No entanto, se a decisão do executivo municipal for pela realização da Feira decorrerá nos mesmos moldes de 2020, entre fevereiro e março, no mesmo local, ou seja, no Aquapolis Sul, em Rossio ao Sul do Tejo.

Há dois anos, a Câmara Municipal de Abrantes decidiu manter a Feira em definitivo em Rossio ao Sul do Tejo, “após auscultação dos feirantes e dos abrantinos” deu conta naquela época o autarca.

Abrantes acolheu assim entre 14 de fevereiro e 8 de março de 2020, a centenária Feira de São Matias, antes da chegada do SARS-Cov-2 a Portugal, tendo sido o primeiro caso identificado no dia 2 de março desse ano.

Recorda-se que a Feira de São Matias é considerada um dos ex-libris culturais do concelho e motivo de atração e desenvolvimento local.

O Vale da Fontinha, para onde estava prevista a transição do certame, manteve o seu objetivo inicial de funcionar como bolsa de estacionamento com mais de 300 lugares e parque de feiras e eventos. Tendo passado a receber a Feira Retalhista, vulgo Mercado Semanal, e a Feira Grossista todas as segundas-feiras do mês.

A Feira de São Matias apresenta uma oferta de carrocéis e outros divertimentos, espaços com jogos eletrónicos, barracas de quinquilharia, exposição e venda de viaturas e de alfaias agrícolas, bares, roulottes de farturas, pipocas e algodão doce.

O certame é uma organização da Câmara Municipal de Abrantes cuja realização remonta ao século XIII e que se apresenta como um marco sociocultural na vida dos abrantinos e dos visitantes que, vindos dos concelhos vizinhos, ali se deslocavam durante o período de realização da Feira.

Paula Mourato

A sua formação é jurídica mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 a Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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