A CM Abrantes investiu 1 milhão de euros num terreno em Concavada que o empresário Alexandre Alves aduiriu por 10% por desse valor. Foi agora vendido agora por 2,4 milhões, incluindo algumas infraestruturas. Foto: CM

O terreno da RPP Solar, em Concavada, no concelho de Abrantes, onde devia ter nascido um complexo industrial do empresário Alexandre Alves, foi vendido em leilão quase por dois milhões e meio de euros, mais concretamente por 2.400.000,00 euros, tendo sido o valor de 2.397.214,00 euros a base de licitação.

O leilão eletrónico a cargo da Agência de Leilões Paraíso, com o imóvel – terreno e as respetivas infraestruturas da empresa RPP Solar, em processo de insolvência – foi licitado até às 11h45, desta quinta-feira, 20 de setembro, prazo final para propostas.

“Prédio Urbano sito na Estrada Nacional 118 Km 142 lugar da Concavada, Terreno para construção com área total do terreno: 828750,00m2, área bruta de construção: 26893,00m2 e área bruta dependente: 12073,00m2 freguesia Concavada – concelho Abrantes, descrito na Conservatória do Registo Predial de Abrantes com o n.º 601/Concavada e inscrito na matriz predial urbana com o artigo 1958 da freguesia de União das freguesias de Alvega e Concavada”.

Assim esteve descrito o imóvel vendido na página online da Leilões Paraíso, num leilão eletrónico, com preço base de licitação 2.397.214,00 euros, acabou arrematado por 2.400.000,00 euros.

O bem penhorado resulta do processo de insolvência da empresa RPP Solar – Energias Solares S. A. a decorrer no Tribunal Judicial da Comarca de Santarém, no juízo de Comércio com o processo nº 1417/17.7T8STR.

Alexandre Alves esteve em 2017 no Tribunal de Abrantes onde afirmou que o projeto RPP Solar era para continuar. Foto: mediotejo.net

Em 2008, Alexandre Alves e Irene de Brito adquiriram um terreno à Câmara Municipal de Abrantes por 10% do seu valor patrimonial (um milhão de euros) com o objetivo de criar um complexo industrial para construção de painéis fotovoltaicos.

A RPP Solar era um projeto nacional cujo investimento rondava os 1052 milhões de euros, para a construção de seis fábricas para produzir painéis fotovoltaicos, painéis térmicos, células, waffers, e lingotes de silício.

A Câmara de Abrantes havia já avançado com uma providência cautelar para o arresto dos bens da empresa RPP Solar.

Paula Mourato

A sua formação é jurídica mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 a Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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