Cerca de uma centena de Sargentos no activo, reserva e reforma reuniram-se ao almoço na quarta-feira, numa unidade de restauração na zona ribeirinha de Abrantes, com o propósito de comemorar o Dia Nacional do Sargento. Desde há muito que o dia 31 de janeiro é considerado o seu dia, porquanto fez 127 anos da rebelião do Porto, liderada por Sargentos do Batalhão de Caçadores nº9.
Nessa madrugada os descontentes com a forma como o Governo e a Monarquia haviam lidado com o Ultimatum britânico, que consideravam uma humilhação, desceram até ao edifício da Câmara Municipal do Porto e ouviram o Dr.Alves da Veiga proclamar a República.
Depois, ao som de “ A Portuguesa” , o nosso actual Hino Nacional, subiram a Rua de Santo António, hoje Rua 31 de Janeiro, a fim de tomarem o Telégrafo, que se situava na Praça da Batalha, para dar a conhecer ao País o fim da Monarquia.
No entanto, o festivo cortejo foi bruscamente interrompido por uma forte carga de artilharia e fuzilaria da Guarda Municipal, posicionada na escadaria da igreja de Santo Ildefonso, no topo da rua, vitimando indistintamente militares revoltosos e simpatizantes. Resultou em 12 mortos e cerca de 40 feridos.
Foram ainda julgados e deportados 505 militares.

Hoje as lutas são outras e os Sargentos presentes ouviram o histórico dirigente da Associação Nacional de Sargentos, António Lima Coelho, elencar as preocupações e os anseios da classe.
Terminou afirmando: “Homenageando, honrando e tomando como exemplo a atitude dos Heróis de 31 de Janeiro de 1891, com determinação e unidade, vamos defender os Sargentos, os Militares, as Forças Armadas e Portugal”.

Depois ouviu-se “A Portuguesa”
Depois foi espaço para o convívio, o partir do bolo e tal como há 127 anos, ouviu-se “A Portuguesa”.
