Um murro no nariz e um braço partido é o resultado mais visível de uma altercação pública ocorrida junto ao edifício Carneiro entre dois militantes do PSD de Abrantes, António Castelbranco e João Fernandes, o ex-candidato à Câmara e o candidato à Assembleia Municipal, respetivamente, num confronto físico que terá sido originado pelo “stress” dos maus resultados eleitorais.
“O ex-candidato à Câmara pelo PSD [que abdicou de concorrer a dois meses das eleições alegadamente por motivos profissionais] mandou-me mensagens em tom provocatório na noite das eleições e eu disse-lhe que ele tinha responsabilidades nos resultados e respondi-lhe à letra. No dia seguinte, quando me dirigia para a sede do partido, [junto ao edifício Carneiro] ele está ali, começa a provocar-me verbalmente e a ameaçar com agressões. Respondi-lhe e acabámos por nos envolver. Ele envia-me ao chão, e foi quando parti o cotovelo do braço esquerdo e vou ter de ser operado. Entretanto ele não se ia embora e ameaçava voltar a carregar, foi quando consegui desferir-lhe um soco na cara e aí ele afastou-se, mas sempre com ameaças”, contou ao mediotejo.net João Fernandes, candidato do PSD à Assembleia Municipal, advogado de profissão.
Contactado pelo mediotejo.net, o militante social-democrata, o arquiteto António Castelbranco, que foi o primeiro nome avançado para concorrer à Câmara Municipal pelo PSD, disse que foi um “pequeno arrufo” que “ocorreu numa calçada, ele tropeçou, caiu e partiu um braço. Se partiu o braço foi devido à força da gravidade. Eu também tropecei e caí mas não parti braço nenhum. Os maus resultados do PSD foram um stress para todos mas eu não andei aos murros nem bati em ninguém. Eu é que acabei por ficar com uma mossa no nariz”, contou.
Ambos concordam numa coisa. O processo em Tribunal não faz sentido avançar. “Se ele retirar a queixa eu também retiro”, disse João Fernandes. “Se houver desistência de queixa da outra parte, eu também retiro o processo”, disse, por sua vez, António Castelbranco.
Ao final do dia, João Fernandes publicou na sua página do facebook que a situação havia sido sanada: “…falei com o Arquitecto Antonio Castelbranco, cordialmente, e sanámos as nossas divergências”, pode ler-se. Na mesma linha, publicou o arquiteto, na sua página, ao afirmar: “estabelecer diálogo, encontrar soluções e avançar!!! Só isso”.
O PSD manteve o vereador que já tinha, tendo feito eleger Rui Mesquita. O PS manteve os cinco vereadores e o BE elegeu Armindo Silveira para a vereação.
Nas eleições deste domingo, quanto aos resultados para a Câmara, o PS recolheu 9.252 votos (51,73%), PPD/PSD, 2.692 votos (15,05%), BE, 1.926 votos (10,77%), CDU, 1.679 votos (9,39%), CDS-PP, 964 votos (5,39%). Houve 837 votos em branco e 534 votos nulos.
A abstenção rondou os 46 por cento.

A qualidade dos que nos querem representar… felizmente nunca receberam o voto abrantino… se fazem isto entre eles, imaginem o que fariam na cidade…