O FinAbrantes é um programa que apoia financeiramente os clubes e coletividades do concelho nas suas diversas atividades. Créditos: CMA

Apesar da pandemia da covid-19, o Município de Abrantes “quer continuar a apoiar” as coletividades abrantinas. O programa FinAbrantes será por isso tema da próxima reunião de executivo agendada para o dia 12 de maio, para que o tecido associativo do concelho não perca “a sua dinâmica”, disse o presidente da autarquia, Manuel Jorge Valamatos (PS). O vereador Rui Santos, eleito pelo PSD, apresentou uma proposta de aditamento na última reunião de executivo.

O vereador social democrata, Rui Santos apresentou, na ultima reunião de Câmara Municipal de Abrantes, uma proposta de “aditamento de 20% por conta da verba a atribuir pelo Município às associações culturais e desportivas não só às que já assinaram o protocolo do FinAbrantes mas também aquelas que aguardam condições para o fazer posteriormente”. O conteúdo desta proposta prende-se com o contexto de pandemia de covid-19 que o País atravessa, disse.

O FinAbrantes é um programa municipal de incentivo a diversas entidades concelhias no desenvolvimento de projetos de âmbito cultural, desportivo e recreativo, juvenil e social. Reflete o apoio público a coletividades, associações e outras entidades que a Câmara de Abrantes considera serem “pilares fundamentais de coesão social e agentes dinamizadores de atividades de apoio aos interesses e necessidades das comunidades locais”.

Mas o vereador Luís Dias, do Partido Socialista, garantiu que o programa FinAbrantes “não está a ter um ano anormal”. Reconhece que relativamente à Medida 2 – Desporto “houve um cancelar das competições mas neste momento temos por parte dos nossos clubes cerca de 70% das taxas de execução garantidas e inclusive, sete das coletividades já receberam a segunda tranche que diz respeito aos 30% adicionais àquilo que está em regulamento”.

No que diz respeito às medidas 1, 3, 4 e 5, Cultura, Juventude, Social e Eventos, respetivamente, “neste momento estamos a terminar de receber todos os relatórios – as medidas 2 e 3 estão encerradas. Falta concluir uma associação da medida 4 e seis associações da medida 1 que ficarão terminadas até ao final desta semana”, explica.

Luís Dias assegura que a Câmara “estará em condições de lançar o FinAbrantes à semelhança do que aconteceu no ano passado, na próxima reunião de Câmara, e, logo após a assinatura dos contratos-programa, que provavelmente terão de ser feitos à distância, todas as associações receberão a primeira tranche. Até ao momento ainda não tivemos qualquer informação, de qualquer movimento associativo, de estar a passar por algum tipo de dificuldade e naturalmente teremos isso em consideração”, disse.

A maior parte dos eventos e da atividade regular das coletividades encontra-se parada “mas não significa que não possamos dar o apoio regular” no continuar do processo, acrescentou Luís Dias.

A sua formação é jurídica e a sua paixão é História mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 à cidade natal; Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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