Edifício do Mercado Diário de Abrantes. Foto: DR

Os projetos de arquitetura do Parque Tejo e do Mercado Municipal de Abrantes estão nomeados para Prémio Europeu Mies van der Rohe 2017, galardão que é considerado o mais importante Prémio de Arquitetura da Europa e um dos mais prestigiados no mundo.

Portugal tem 13 projetos nomeados para esta edição do Prémio de Arquitetura, entre os quais se encontram os dois projetos de equipamentos localizados no território do concelho de Abrantes: o edifício do Parque Tejo, projetado pelo atelier Rua, e o projeto do edifício do Mercado Diário, da autoria do atelier ARX Portugal Arquitectos.

Edifício do Parque Tejo, projetado pelo atelier Rua. Foto: CMA

Este galardão é considerado o mais importante Prémio de Arquitetura da Europa e um dos mais prestigiados no mundo. Foi lançado em 1987, numa parceria da Fundação Mies van der Rohe com a Comissão Europeia, e, em 1988, no primeiro ano de atribuição do prémio, o galardão foi entregue a Álvaro Siza, pelo edifício do antigo Banco Borges & Irmão, em Vila do Conde.

Edifício do Mercado Diário, da autoria do atelier ARX Portugal Arquitectos. Foto: CMA

Portugal tem 13 projetos nomeados para o Prémio de Arquitetura Contemporânea da União Europeia Mies van der Rohe 2017, anunciou a Comissão Europeia, que divulgou a lista dos 356 selecionados, provenientes de 36 países.

A lista agora divulgada será depois reduzida a um grupo de 40 candidatos e, novamente, para cinco finalistas candidatos ao galardão, cujos vencedores serão conhecidos a 26 de maio.

O prémio, no valor de 60 mil euros, instituído em 1987 pela Comissão Europeia e pela Fundação Mies van der Rohe, com sede em Barcelona, é considerado “um dos galardões de maior prestígio” na área da arquitetura, destaca o comunicado da Comissão Europeia.

De acordo com a mesma fonte, 13 dos projetos da lista de nomeados estão construídos em Portugal: a Biblioteca Pública e Arquivo Regional de Angra do Heroísmo (Inês Lobo Arquitetos), o Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia, em Lisboa (Ateliê britânico AL_A – Amanda Levete), Casas de Campo no Trebilhadouro, Vale de Cambra (Andre Eduardo Tavares Arquiteto), o Camping de Abrantes (Ateliê Rua), Centro Social e Cultural Costa Nova, na Gafanha da Encarnação (ARX Portugal Arquitetos), Mercado Municipal de Abrantes (ARX Portugal Arquitetos), a Escola Secundária Luís de Freitas Branco, em Oeiras (Célia Gomes + Pedro Machado Costa).

Estão igualmente nomeados o projeto do Instituto de Inovação e Investigação em Saúde – I3S, no Porto (Serôdio Furtado & Associados), o Solar da Porta dos Figos, em Lamego (Norvia – Consultores de Engenharia SA), a Casa em Oeiras (Pedro Domingos Arquitetos), o Museu Municipal Abade Pedrosa, em Santo Tirso (Álvaro Siza + Souto de Moura), a Sede da EDP em Lisboa (Aires Mateus) e o Museu de Arte Contemporânea Nadir Afonso, em Chaves (Álvaro Siza Vieira).

Globalmente, os selecionados apresentaram propostas das áreas da habitação, cultura, escritórios, desporto, comércio, edifícios governamentais, transporte e tipologias urbanas.

O Prémio Mies van der Rohe é bienal e distingue projetos de arquitetura construídos nos dois anos que precedem a sua atribuição. Também entrega um prémio de 20 mil euros a arquitetos no início de carreira.

Entre os vencedores anteriores estão o centro de congressos Harpa, em Reykjavik, na Islândia (Peer Henning Larsen Architects/Teglgaard Jeppesen, Osbjørn Jacobsen, Studio  Olafur Eliasson/Olafur Eliasson, Batteríid architects/Sigurður Einarsson ) e o Neues Museum (Novo Museu), em Berlim (David Chipperfield Architects/Julian Harrap).

O projeto do arquiteto português Álvaro Siza Vieira para o antigo Banco Borges e Irmão, em Vila do Conde, foi o distinguido na primeira edição do prémio, em 1988.

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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