Adelino Cardoso, pároco da freguesia de Tramagal. Foto arquivo: mediotejo.net

O Padre Adelino Cardoso, das paróquias de Tramagal, Pego, São Miguel do Rio Torto e Rossio ao Sul do Tejo, no concelho de Abrantes, decidiu unir as quatro paróquias em rede digital, passando a fazer algumas comunicações e diretos de cerimónias religiosas às 11:30 aos domingos na página no Facebook criada para o efeito e denominada ‘paróquias do Padre Adelino Cardoso’.

O Padre Adelino, ligado a estas paróquias da Diocese de Portalegre-Castelo Branco, fez uma comunicação aos paroquianos dando conta da medida tendo feito notar que esta será uma forma de atenuar os danos psicológicos, promovendo a estabilidade mental e ao mesmo tempo alimentando o Espírito.

“Estamos a viver um tempo bem diferente do que estávamos habituados. Faz-nos refletir!… Certamente nos ajudará a tomar consciência de que a nossa existência não depende de cada um, mas de todos. Vivemos em rede. Para os cristãos é melhor pensar na palavra Comunhão. Palavra composta de comum mais união…”, começa por referir o Padre Adelino Cardoso, dando conta da medida de criação da rede digital.

“Neste sentimento de profunda comunhão, resolvi unir as quatro paróquias (Pego, Rossio ao Sul do Tejo, S. Miguel do Rio Torto e Tramagal) em rede digital. O nome da página no Facebook é : paróquias do Padre Adelino Cardoso. Aqui serão feitas algumas comunicações e alguns diretos de cerimónias. Será uma forma de atenuar os danos psicológicos, promovendo a estabilidade mental e ao mesmo tempo vamos alimentando o nosso Espírito.

Nestes tempos difíceis, deve ecoar no mais íntimo do nosso ser a expressão que mais vezes aparece na Sagrada Escritura: “não tenhais medo”. É um grito de confiança e de esperança. Jesus Cristo disse: “Eu estou sempre convosco até ao fim dos tempos”. É esta certeza que nos deve animar e confortar espiritualmente”, conclui, com votos de “continuação de Santa Quaresma” que “certamente, ficará marcada nas nossas memórias até à eternidade!”

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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