No concelho de Abrantes, foram suspensas algumas obras devido à pandemia pelo novo coronavírus. Intervenções no interior da Igreja de São Vicente, na estrada da Barca do Pego e na freguesia de Fontes interromperam os trabalhos para serem retomados logo que a situação de pandemia com a Covid-19 evolua favoravelmente, no sentido do País e o concelho voltarem à normalidade.
O vice-presidente da Câmara Municipal de Abrantes, João Gomes, vereador responsável pelas obras públicas no concelho falou das “primeiras condicionantes” no que diz respeito a intervenções no concelho devido ao Covid-19. Algumas empresas adotaram os seus planos de contingência, com impacto na prossecução de empreitadas em curso no Município. Garantiu que o executivo irá acompanhar a situação.
Além das intervenções referidas em reunião de Câmara, esta terça-feira, 17 de março, encontram-se também em obra o Convento de São Domingos que para já “decorre dentro da normalidade”, tal como no Museu de Arte Contemporânea Charters de Almeida e no novo Centro Escolar.
No entanto, deu conta que as obras na Igreja de São Vicente, em Abrantes, foram interrompidas face ao estado que Portugal atravessa com a propagação da doença Covid-19.
Trabalham naquela intervenção “duas empresas do Norte [do País] e dois técnicos de restauro italianos, a obra foi suspensa até estarem todas as condições reunidas para podermos reiniciar” a obra, indicou.
Da mesma forma as intervenções na estrada de “Barca do Pego/Valhascos (em fase de conclusão, faltando a sinalização horizontal e vertical) e Maxial (em fase de conclusão, faltando a sinalização horizontal e vertical), na estrada municipal na freguesia de Fontes, também foram suspensas as pinturas porque a empresa à qual foi adjudicada a empreitada encerrou portas por causa do Covid-19” disse.
No que diz respeito à obra na estrada Tramagal/Bicas, João Gomes indica terem decorrido trabalhos na passada segunda-feira.
A Câmara aguarda “que a empresa venha concluir a pavimentação – falta um dia para a conclusão dos trabalhos iniciados”. Existe, no entanto, “um problema”, admite o vereador.
“Por uma questão logística, a empresa está neste momento a reorganizar-se. O transporte dos trabalhadores faz-se através de carrinhas onde viajam 4 ou 5 pessoas, situação que está a ser evitada. Foi-nos dito que a qualquer momento a empresa concluirá a pavimentação” ficando suspensa a fase de pinturas até que seja possível retomar os trabalhos, informou.
Também por causa da Covid-19, excecionalmente, a reunião de executivo camarário decorreu à porta fechada, sendo privada, estando apenas presentes, além dos membros do executivo e vereadores da oposição, trabalhadores do Município e os jornalistas aos quais foi permitido assistir no sentido do cumprimento da sua função de informar.
