Câmara anuncia intervenção em açude insuflável no Tejo. Foto DR

O vereador do Bloco de Esquerda, Armindo Silveira, questionou esta terça-feira 6 de março, o Executivo camarário sobre o açude insuflável de Abrantes, querendo saber se possui eventuais danos estruturais. A presidente da Câmara Municipal de Abrantes garantiu a inexistência de “problemas estruturais” no açude, admitindo “um conjunto de circunstância a ser revistas, nomeadamente porque está há muito tempo em baixa”. Acrescentou a existência de um orçamento para as obras de reparação do açude: 150 mil euros para uma ensecadeira e 170 mil euros de valor de execução dos trabalhos. O projeto custou à autarquia 43 mil euros.

Maria do Céu Albuquerque (Partido Socialista) reconheceu, esta sexta-feira 6 de março, em reunião de Executivo camarário, a existência de “duas comportas com problemas”. Uma devido a um ato de vandalismo e outra decorrente “do período de tempo sem utilização” no açude insuflável de Abrantes, tendo descartado, no entanto, eventuais danos estruturais.

A presidente respondia ao vereador do Bloco de Esquerda, Armindo Silveira, que questionou o Executivo sobre “eventuais danos estruturais” no açude insuflável instalado no rio Tejo, em Abrantes.

Reunião de CM de Abrantes

“A ensecadeira vai ser feita. Esta operação está quantificada, portanto não há, por princípio, questão nenhuma de surpresa em relação a esta matéria” sustentou Maria do Céu Albuquerque.

João Gomes informou que a “ensecadeira tem um valor de 150 mil euros. Arrancaremos com a intervenção assim que estejam reunidas as condições climatéricas”. Relativamente à intervenção nos vãos “o valor de 170 mil euros para a execução dos trabalhos” sendo uma obra que está “quantificada e balizada em tempo e em valor”. O vereador socialista informou ainda que o valor do projeto situou-se nos 43 mil euros.

A presidente acrescentou a intenção de uma empresa de “instalar uma mini-hídrica no açude. O vereador [João Gomes] já reuniu com a empresa e aguardamos com alguma expectativa o desenlace deste processo”, confessou.

Deu ainda conta de uma reunião entre o vereador João Gomes (PS) com a Agência Portuguesa do Ambiente, com o secretário de Estado do Ambiente, Carlos Martins, e com o projetista, “o engenheiro Mário Samora, que acompanhou toda a execução da obra e que está a acompanhar toda a intervenção necessária nesta fase para a reparação do açude e a eventual instalação da mini-hídrica”.

A par desta intervenção estará “a alteração da escada passa-peixe, nomeadamente para fazer face aos caudais diminutos que o rio Tejo apresenta e facilitar a passagem dos peixes” explicou, com a introdução de “um sistema de monitorização da passagem dos peixes, condição fundamental para o licenciamento daquela infraestrutura”.

Em 2005 foi noticiada a construção do açude, com um custo global de dez milhões de euros, numa obra por dois anos, com o objetivo de criar um extenso espelho de água no Tejo, constituindo a base do Aquapolis, o parque urbano ribeirinho que se estende pelas duas margens do rio.

O açude foi inaugurado a 16 de junho de 2007 pelo então primeiro ministro José Sócrates.

A sua formação é jurídica e a sua paixão é História mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 à cidade natal; Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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