Centro histórico de Abrantes. Foto: CM ABT

A Câmara Municipal de Abrantes vai suspender o Regulamento do estacionamento de veículos no centro histórico de Abrantes, devido às obras a realizar na cidade no âmbito das prioridades estratégicas para 2018 e da regeneração urbana. No futuro serão 149 lugares de estacionamento destinados a residentes, comerciantes e prestadores de serviços. Permanecerão 123 lugares tarifados e serão criados 806 lugares de longa duração gratuitos. A apresentação decorreu durante a sessão de Assembleia Municipal de Abrantes, esta sexta-feira, 23 de fevereiro, pela mão da presidente do Município, Maria do Céu Albuquerque.

Devido à empreitada da recuperação, ampliação e remodelação do Convento de São Domingos, à empreitada de beneficiação exterior da Igreja de São Vicente, e com o início da intervenção de requalificação do Largo 1º de Maio agendado para o próximo dia 5 de março, as obras no centro histórico irão “influenciar o estacionamento, a circulação viária e o circuito de transportes públicos, com recurso a desvios e a supressões que causem o mínimo de constrangimento e que garantam a segurança em obra e a celeridade na sua execução” explicou Maria do Céu Albuquerque durante a apresentação das medidas. Estima-se que a empreitada no Largo 1º de Maio decorra durante 240 dias.

As medidas a implementar durante o decorrer de tais intervenções passam então pela suspensão provisória do Regulamento do estacionamento de veículos no centro histórico da cidade de Abrantes.

A situação proposta pela CMA durante a fase de obra, prevê 123 lugares tarifados, 9 lugares reservados, 980 lugares de longa duração gratuitos, 17 lugares destinados a pessoas com mobilidade reduzida, 21 lugares destinados a cargas/descargas, 7 lugares destinados a táxis, 2 lugares destinados a autocarros, 3 lugares destinados a caravanas e 8 lugares destinados a motociclos.

Especificamente, na aplicação das medidas, a CMA irá suspender os lugares destinados a residentes, comerciantes e prestadores de serviços, passando os mesmos a ser destinados a estacionamento gratuito de longa duração (serão ainda suspensos os lugares destinados a autocarros de turismo, com direcionamento para o Centro Coordenador de Transportes, bem como os lugares destinados a autocaravanas).

Estão previstos 38 lugares de estacionamento, que embora não disponham de dimensão padrão, permitam provisoriamente o estacionamento de veículos ligeiros em condições de segurança. Haverá disponibilização faseada de lugares de estacionamento no Largo 1º de Maio, em articulação com a evolução dos trabalhos da empreitada – quer os atuais lugares que ainda não sejam abrangidos pela intervenção, quer os novos lugares que decorram da nova solução urbanística.

AM Abrantes

A CMA colocará painéis informativos de direcionamento para as principais bolsas de estacionamento e ainda distribuirá flyers informativos nos locais habituais.

Manter-se-á em vigor o Regulamento e as suas posturas para as restantes tipologias de estacionamento: lugares tarifados, lugares reservados, lugares destinados a deficientes, destinados a cargas e descargas, a táxis e os lugares destinados a motociclos.

Segundo Maria do Céu Albuquerque a CMA “tem ainda em carteira a colocação nas bolsas de estacionamento mais periféricas ou outras consideradas viáveis, por exemplo na Cidades Desportiva ou em São Lourenço, nomeadamente para quem vem prestar serviços ao centro histórico das 9h00 às 19h00, transportes municipais que assegurem a vinda das pessoas para o centro histórico, privilegiando as pessoas que vêm ao centro histórico fazer compras ou tratar de serviços que sejam urgentes”. Para tal pedem retroação aos “comerciantes e prestadores de serviços” no sentido de perceber “se é uma boa opção”.

Maria do Céu Albuquerque finalizou afirmando que a CMA está recetiva “a novas propostas, ideias que possam ajudar” a melhorar os constrangimentos “inevitáveis” durante as obras.

A sua formação é jurídica e a sua paixão é História mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 à cidade natal; Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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