O Parque Tejo, em Rossio ao Sul do Tejo, Abrantes, alberga até dia 31 de maio a exposição “Um Mundo de insetos”, uma mostra itinerante cedida pelo Museu Nacional de História Natural e da Ciência e que revela a importância dos mesmos para a biodiversidade, preservação e equilíbrio dos ecossistemas.

Com a exposição ‘Um Mundo de insectos’, inaugurada na sexta-feira, pretende-se dar a conhecer um grupo zoológico que, sendo na atualidade o mais diverso do mundo, continua a ser uma incógnita para a grande maioria. Contudo, este grupo animal que conta atualmente com cerca de 2 milhões de espécies conhecidas, que se prevê corresponderem a muito menos de um décimo das realmente existentes, integra uma imensa série de espécies sem as quais não teríamos alimentos, não haveria solos férteis, não existiriam decompositores de cadáveres e de dejetos, enfim, não existiria o próprio Homem.

Luís Santos, investigador, biólogo e professor no Instituto Politécnico de Tomar foi o cicerone da visita à mostra, tendo explicado que a exposição permite entrar no mundo dos insetos e descobrir alguns factos singulares deste grupo da fauna, um dos mais fascinantes e desconhecidos, mas ao mesmo tempo omnipresentes e polifacetados.

Presentes estiveram os vereadores Manuel Valamatos e Luís Dias, entre responsáveis de outras entidades, que sublinharam a importância da exposição num espaço que “serve para construir conhecimento”.

Com entrada livre, a exposição está patente ao público no ParqueTejo, em Rossio ao sul do Tejo, até 31 de maio, no horário de segunda-feira a domingo, das 09:00 às 20:00.

Foi em Mação que os investigadores descobriram em 2011 uma nova espécie de animal fóssil com 455 milhões de anos, as trilobites gigantes, um achado que foi classificado como “histórico”. Uma réplica está patente nesta mostra no Parque Tejo.

As trilobites são uma classe extinta de artrópodes marinhos que viveram durante quase 300 milhões de anos e dominaram amplamente os ambientes marinhos do período Paleozoico.

O fóssil trilobite, cuja existência era desconhecida, foi encontrado em rochas da Formação Cabeço do Peão, no concelho de Mação, na região do Médio Tejo, e foi oferecido para as coleções paleontológicas do Museu de Geologia Fernando Real, da UTAD.

A nova espécie de trilobites “gigantes” foi encontrada em Chão de Lopes, Mação, no dia 21 de julho de 2011, uma descoberta cientifica de relevância internacional com 445 milhões de anos, anunciou na ocasião um dos responsáveis pelo achado arqueológico.

“O que é hoje Mação era, há 445 milhões de anos, mar profundo. E era o que existia, sendo que Mação e o mar estavam então quase no pólo sul”, observou.

“A descoberta é considerada histórica já que muda toda a perspetiva e conhecimento de um género cuja origem ocorreu num território que, 450 milhões de anos depois, viria a ser Portugal”, salientou a doutoranda Sofia Pereira.

Até agora, o registo mais antigo do género “Radnoria” documentado, que estava localizado no sul da China.

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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