Rodrigo Tomás é um menino de seis anos que, como tantos outros do Médio Tejo e do país, começou a sua aventura escolar este ano letivo. Acompanhámos o seu primeiro dia de aulas desde o pequeno-almoço até ao regresso a casa e, através da sua experiência, recordámos momentos de uma data que nunca se esquece.

As memórias do primeiro dia de aulas, tantas vezes tema de conversa nos encontros de família, são marcantes. Trata-se do primeiro de muitos anos em que se constrói o futuro profissional, mas também a fase em que nos descobrimos enquanto pessoas.

De um lado o conhecimento e a formação, do outro os primeiros amigos, as primeiras conquistas, os primeiros amores e os primeiros anseios. Uma aventura que Rodrigo, o menino que acompanhámos no primeiro dia de aulas da Escola Básica da Bemposta EB1/JI, iniciou no dia 16 de setembro, e cuja experiência nos fez voltar atrás no tempo.

O Rodrigo a caminho da paragem de autocarro com a mãe e na sala de aula. Fotos: mediotejo.net
O Rodrigo a caminho da paragem de autocarro com a mãe e na sala de aula. Fotos: mediotejo.net

É verdade que o sistema de educação foi adaptado à “modernidade”, as velhas escolas deram lugar a centros escolares e até a forma como se aprende o abecedário sofreu “inovações”. No entanto, manteve-se a alegria com que se mostram os materiais escolares novos, a atenção (ou falta dela) perante as palavras da professora, a folia do recreio e o cansaço ao final do dia, misturado com adrenalina.

Vivemos tudo isso no concelho de Abrantes, na casa do Rodrigo em São Facundo e no Centro Escolar localizado na Bemposta, como podíamos ter vivido em qualquer ponto do país. O Rodrigo representa a geração que agora começou a aprender mas, ao final do dia, mostrou-nos que também sabe ensinar com uma aula sobre o que é a “Primária” e para que serve a escola.

O recreio continua a ser um espaço de sorrisos. Fotos: mediotejo.net
O recreio continua a ser um espaço de sorrisos e correria. Fotos: mediotejo.net

Nasceu em Vila Nova da Barquinha, fez os primeiros trabalhos jornalísticos antes de poder votar e nunca perdeu o gosto de escrever sobre a atualidade. Regressou ao Médio Tejo após uma década de vida em Lisboa. Gosta de ler, de conversas estimulantes (daquelas que duram noite dentro), de saborear paisagens e silêncios e do sorriso da filha quando acorda. Não gosta de palavras ocas, saltos altos e atestados de burrice.

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