CEHLA apresenta esta quinta-feira em Abrantes a edição nº 39 da revista Zahara. Foto: DR

A 39ª edição da “Zahara”, revista publicada pelo CEHLA – Centro de Estudos de História Local, é apresentada às 21:30 desta quinta-feira, dia 04 de agosto, em Abrantes. A Praça Raimundo Soares foi o local escolhido para receber os autores do novo número e os temas ligados à antropologia, história local, sociologia, quotidiano e etnografia.

Nesta edição, que entra agora nos 20 anos da publicações regulares, a revista apresenta um trabalho de José Martinho Gaspar sobre o MIAA – Museu Ibérico de Arqueologia e Arte de Abrantes, uma série de trabalhos sobre profissões e vivências em vias de extinção, nomeadamente barcas e barqueiros, por Teresa Aparício,  João de Matos Filipe e José Martinho Gaspar, a relação “Para Todo o Sempre” entre Abrantes e Caldas da Rainha, por José Rafael Nascimento, e trabalhos sobre a biblioteca pública do Sardoal ou a ex-rua Simões Baião, por Dulce Figueiredo e Mário Jorge Sousa.

Carlos Grácio escreve ainda sobre Belver à Mesa e José Manuel d’Oliveira Vieira sobre Martins Júnior ‘O Republicano que Pretendeu Sanear e Moralizar a 1.ª República’, ao passo que o historiador Joaquim Candeias da Silva fala sobre ‘O Rei que mais tempo residiu em Abrantes’, nos ‘500 anos da Morte de D. Manuel I’. Entre outros trabalhos, estes são mais alguns dos destaques deste número 39 da Zahara.

A publicação semestral, criada em 2002, é dirigida por José Martinho Gaspar e está de regresso para voltar a partilhar histórias das gentes e memórias da região, nomeadamente dos concelhos de Abrantes, Constância, Gavião, Mação, Sardoal, Vila de Rei e Vila Nova da Barquinha.

Mário Rui Fonseca

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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