O “stress” foi a palavra utilizada em Abrantes, na ESTA, para abordar uma situação comum que os alunos enfrentam entre as avaliações de cada disciplina na sua carreira estudantil. Na quarta-feira, dia 25, no auditório da Escola Superior de Tecnologia em Abrantes (ESTA) entre alunos do 11°, 12° ano, universitários e professores, Sofia Loureiro, psicóloga da Câmara Municipal de Abrantes, liderou uma iniciativa chamada “Nós, os Jovens!” e conduziu a palestra de forma participativa. A especialista explicou as causas do stress e como combater o medo na véspera e no momento das avaliações.
“O que acontece com uma pessoa sob stress?”, começou por perguntar Sofia Loureiro. Algumas respostas foram sugeridas pelos participantes, como “o coração fica a bater rápido”, também “as mão ficam geladas” e outro “a respiração fica ofegante”. Segundo Sofia, “o stress é a base da ansiedade e o medo de não conseguir fazer ou corresponder a alguma coisa”. A profissional disse que “ter medo é bom” e que “é por meio dele que nos mantemos vivos, de acordo com algumas programações nervosas por experiências vividas, e nos protegemos em situações de perigo”.
O “stress diante das situações de estudo é sempre um exagero. Se estivermos a passar na rua e um cão começar a rosnar, por mais que a orientação seja para ficarmos parados e não reagirmos, se observamos que o cão é um pouco maior e que nos pode ferir e causar algum mal, é justificável ou não reagirmos?”, questionou.
Sofia utilizou a comparação de uma situação de perigo real, e que pode causar danos graves à saúde ou à vida, para dizer que uma situação de medo diante de uma avaliação não é justificável, uma vez que tirar uma negativa em alguma disciplina ou cadeira não causará nenhum dano grave.
Em tom de brincadeira disse “ai, que vou ter um enfarte quando acabar esse exame”. O interessante é que cada um foi levado a pensar em quantas avaliações já haviam se submetido. A mais nova presente estudava há dez anos e de certeza já tinha feito “mais de vinte testes”.
A comparação utilizada pela psicóloga foi para demonstrar que quando os alunos começam a pensar “que não vão conseguir”, ou que “o professor é uma seca e que ninguém passa a primeira naquela disciplina” o “coitadinho do cérebro não sabe que o exame, a frequência ou teste não tem dentes” e começa então a alertar todo o corpo para uma situação de perigo real, segundo as palavras de Sofia Loureiro.
Concluiu a especialista que os alunos precisam entender a diferença entre “objectivo” e “desejo”. Explicou que o “objectivo é tudo aquilo que depende de mim” e “o desejo não”. Todos foram desafiados a pensar em objectivos, ou seja, aquilo que dependia de si para acontecer e identificar o que deveria ser feito a partir daquele momento, de maneira prática, para chegar onde pretendiam.
Vinicius Alevato
