No Dia da Cidade município de Abrantes homenageou a história, pessoas e instituições. Foto: mediotejo.net

O castelo de Abrantes, antiga fortaleza militar, foi o palco das cerimónias do feriado municipal que assinalaram na manhã do dia 14 de junho 103 anos de elevação de Abrantes à condição de cidade. Com a presença do Chefe de Estado-Maior do Exército, General Nunes da Fonseca, ao Regimento de Apoio militar de Emergência (RAME) foi atribuída a medalha de mérito municipal, tendo o seu 1º Comandante, Coronel César Reis, recebido um louvor do município.

Na sessão festiva, ao som das músicas militares executadas pela Banda do Exército, o executivo liderado Manuel Jorge Valamatos lembrou a história militar do concelho, falou do presente e do futuro em termos de concertação, competitividade e desenvolvimento articulado ao nível intermunicipal, da importância de um trabalho de proximidade para com as gentes de Abrantes, e homenageou os trabalhadores da Câmara Municipal e dos Serviços Municipalizados que celebraram 25 anos de serviço e os que se aposentaram.

A 14 de Junho de 1916, Abrantes foi elevada à categoria de Cidade, cumpriram-se na quinta-feira, dia 14 de junho, 103 anos, num dia em que Manuel Valamatos cumpria 115 dias na qualidade de presidente do município de Abrantes, após a sua tomada de posse.

No Dia da Cidade município homenageou a história, pessoas e instituições. Foto: mediotejo.net

Presentes no castelo de Abrantes, além de populares e muitos militares, estiveram ainda autarcas de concelhos vizinhos, como os de Torres Novas, Constância, Sardoal, Vila Nova da Barquinha, Entroncamento, entre outros, estando também presente o secretário executivo da Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo, Miguel Pombeiro.

Com a presença do Chefe de Estado-Maior do Exército, General Nunes da Fonseca, ao Regimento de Apoio militar de Emergência (RAME) foi atribuída a medalha de mérito municipal, Foto: mediotejo.net

“Este Castelo de Abrantes, depois Fortaleza, sempre foi, desde há séculos, um eixo estratégico fundamental em momentos marcantes na História de Portugal”, começou por referir o presidente da Câmara, Manuel Jorge Valamatos, tendo lembrado que, “quando deste Castelo se respondeu: “Tudo como dantes, Quartel-General em Abrantes”, o significado, ao contrário do que muitas vezes se afirma, era que Abrantes continuava intacta e que o alto deste morro, uma vez mais, assumia primeiro plano em termos estratégicos, na garantia da independência nacional.  Abrantes foi, é, e sempre será, um território geográfico determinante para as chefias militares, pela sua dimensão estratégica e tática”.

“Falamos na História de um centro de decisão e lugar de confluência, que nos dias de hoje continua a ser representado pelo Regimento de Apoio Militar de Emergência, em nosso entender, uma estrutura de referência incontornável de suporte à proteção e à sociedade civil”, afirmou o autarca, tendo sublinhado a “postura cooperante, o diálogo institucional permanente”.

“A abertura da instituição militar cada vez mais notória, o apoio continuado aos múltiplos programas de intervenção comunitária e, até, de realização conjunta (como hoje), reforçam esta posição de cooperação, num trabalho permanente de convergência de esforços entre as forças civis e militares”, realçou.

A 14 de Junho de 1916, Abrantes foi elevada à categoria de Cidade, cumpriram-se na quinta-feira, dia 14 de junho, 103 anos, num dia em que Manuel Valamatos cumpria 115 dias na qualidade de presidente do município de Abrantes. Foto: mediotejo.net

“Reiteramos o já afirmado aquando da atribuição da Medalha de Mérito Municipal: o Regimento de Apoio Militar de Emergência e o Exército têm e terão, sempre, no Município de Abrantes um aliado na afirmação da sua memória histórica e no apoio continuado a toda a sua capacidade permanente, multifuncional e abrangente”, notou, tendo afirmado que “o RAME é hoje uma plataforma de apoio indiscutível para a Comunidade abrantina”, “uma estrutura presente que desejamos manter no futuro. Para o futuro de Abrantes, deste nosso território, deste nosso País”.

“Na pessoa do Sr. Coronel César Luís Henriques dos Reis, primeiro Comandante do Regimento de Apoio de Emergência de Abrantes, prestamos a nossa homenagem com um Voto de Louvor que eleva o nome do RAME e aos que fazem parte do dia-a-dia desta Instituição. Oficiais, sargentos, praças e civis: a todos a nossa sentida gratidão. O seu legado, demonstrado pelo apoio às instituições de ensino, ou ao tecido empresarial e associativo, é um enorme desafio para todos nós e digno dos mais valorosos comandantes. Muito obrigado, Sr. Coronel César dos Reis e as maiores felicidades para as suas funções.

Um fortíssimo abraço ao Comandante atual do RAME, Coronel Mário Alexandre de Menezes Patrício Álvares e, na sua pessoa, a todos os militares aqui presentes, pela invulgar capacidade de diálogo, de mobilização e de inovação da estrutura regimental instalada, que muito distingue e engrandece a herança militar em Abrantes.

O atual Comandante do RAME é o Coronel Mário Alexandre de Menezes Patrício Álvares. Foto: mediotejo.net

Não posso deixar também de endereçar uma palavra para os nossos Combatentes e suas famílias, pela coragem com que deram o melhor de si por Portugal. A nossa sentida Homenagem e Reconhecimento.

Uma palavra especial aos autarcas que hoje fizeram questão de aqui estar a participar nesta cerimónia oficial.  O nosso sentido agradecimento pela presença e pelas relações de cumplicidade, institucionais e pessoais, virtude tão nobre para quem desempenha estas funções.

Neste grande momento de afirmação do Poder Local, continuamos em Abrantes a privilegiar a construção diária de novas redes, de novos princípios de intermunicipalidade, de novas formas de atuação e de aceitação dos novos desafios da descentralização. Contarão sempre com Abrantes e Abrantes ter-vos-á sempre como parceiros privilegiados.

Hoje, e desde há 103 anos, comemoramos a celebração da nossa história, da nossa identidade.  Celebramos o compromisso que ao longo de décadas foi construído por homens e mulheres desta comunidade.

Abrantes é o nosso concelho. A nossa Cidade. Uma Cidade boa para nascer, viver, trabalhar e investir.  Em Abrantes construímos o futuro com todos e para todos. Para sermos cada vez melhores. Para tornarmos a nossa cidade, o nosso concelho, a nossa região, mais competitiva, mais qualificada, mais justa, solidária e com uma fortíssima ambição no futuro.

O castelo de Abrantes, antiga fortaleza militar, foi o palco das cerimónias do feriado municipal que assinalaram na manhã do dia 14 de junho 103 anos de elevação de Abrantes à condição de cidade. Foto: mediotejo.net

Para que os nossos cidadãos, jovens e menos jovens, sejam mais esclarecidos, mais participativos e mais inteligentes. Cabe a todos nós Abrantinos continuar a inovar, a consolidar a nossa confiança no futuro.

Cabe a cada um de nós promovermos positivamente a nossa cidade, o nosso turismo, a nossa gastronomia, a nossa economia, a nossa inovação, a nossa educação, a nossa saúde e principalmente a nossa capacidade de sermos Fortes, Inteligentes e Gentis.

Queremos continuar a olhar para as nossas pessoas, freguesias, instituições e empresas, encontrando sempre as melhores soluções em conjunto. E estas soluções são encontradas todos os dias em conjunto com os nossos colaboradores que hoje também aqui recebem uma justa homenagem.

Todos temos noção dos rigorosos e exigentes desafios que nos são colocados todos os dias. Continuaremos a trabalhar com a dedicação, empenho, vontade e humildade. Continuaremos a trabalhar na proximidade com as pessoas, reforçando o compromisso de criar as melhores condições para o desenvolvimento e afirmação do nosso concelho.

A todas estas Pessoas de Abrantes, que fazem de Abrantes o nosso concelho, vocês são o nosso maior orgulho; vocês são, neste Castelo, o maior monumento que honra a memória e a história da nossa Cidade Centenária”, concluiu.

O RAME – Regimento de Apoio Militar de Emergência

Com a presença do Chefe de Estado-Maior do Exército, General Nunes da Fonseca, ao Regimento de Apoio militar de Emergência (RAME) foi atribuída a medalha de mérito municipal. Foto: mediotejo.net

A criação do RAME – Regimento de Apoio Militar de Emergência deu-se a 1 de novembro de 2016 e, entretanto, muita coisa mudou. Não só ao nível do próprio Regimento, mas também do país que passou a dispor de uma força militar preparada para intervir em cenários de acidente e catástrofe sempre que solicitada para o efeito. O Coronel César Reis foi o 1º comandante do RAME e seguiu um caminho diferente no dia 23 de outubro, em Lisboa, chefiando agora os serviços de comunicação e relações públicas do Exército. O Coronel Mário Alvarez é o atual Comandante do RAME.

A atividade operacional do RAME, instalado no Quartel de São Lourenço, tem o objetivo de responder em situações de emergência que envolvam um número elevado de desalojados, riscos tecnológicos, atos terroristas, contaminação do meio ambiente, incêndios florestais, cheias e inundações, sismos e erupções vulcânicas.

O trabalho desenvolvido nos 37ha que constituem as suas infraestruturas (20ha de área militar e 17ha de quartel) envolve diversas vertentes, sendo o empenhamento operacional a que oferece maior visibilidade. A formação e o treino, a relação com a comunidade local e o dever de memória são outros eixos estruturantes que marcam os restantes dias do ano em que as imagens associadas aos teatros de operações não têm destaque nos media e que no primeiro ano envolveram perto de 17.000 militares nos incêndios florestais.

O 1º Comandante do RAME, Coronel César Reis, recebeu um voto de louvor do município de Abrantes. Foto: mediotejo.net

Coronel César Reis

O primeiro comandante do RAME dividiu durante dois anos os seus dias entre Lisboa, onde nasceu e reside com a esposa e as duas filhas, e a cidade de Abrantes que integrou assim a carreira iniciada na Academia Militar, em 1984, com o curso de Ciências Militares, especialidade de Artilharia.

Até chegar a Abrantes, desempenhou funções de instrutor, comandante de pelotão, chefe de secção, professor, comandante de companhia, secretário, adjunto, delegado e relações públicas em diversas instituições militares como o Colégio Militar, o Regimento de Artilharia Antiaérea de Queluz e o Ministério da Defesa Nacional. Hoje desempenha as funções ao nível da chefia de comunicação e relações públicas do Exército.

Fotos: Jorge Santiago

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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