O município de Abrantes – na pessoa de Luís Correia Dias, vereador da Cultura – assumiu a presidência da direção da Artemrede, um projeto de cooperação cultural intermunicipal que tem como missão promover a qualificação e o desenvolvimento dos territórios onde atua, valorizando a cultura e os espaços culturais enquanto polos dinamizadores e promotores das artes e da cidadania. A presidência abrantina neste projeto, que engloba 17 municípios, sucede à do município de Lisboa num mandato que vai vigorar por dois anos (2022/2023).
Depois de ocupar o cargo da vice-presidência por oito anos, relembrou Luís Dias, o município de Abrantes foi agora eleito para assegurar a presidência uma vez que é também já “um parceiro com um grande histórico neste programa cultural”. O autarca disse ao mediotejo.net que houve um entendimento “unânime” de que o município de Abrantes “poderia simbolizar o espírito da Artemrede na presidência da direção”.
O vereador não esquece, no entanto, que esta é uma “responsabilidade enorme”. Naquele que é um “início de um novo ciclo estratégico”, e “no meio da multiplicidade de programas e projetos onde a Artemrede está inserida”, pretende-se continuar a capitalizar a circulação e programação de espetáculos e de cocriações e de criações junto da comunidade, frisou Luís Dias, tendo feito notar que “só” para este ano vão haver sete criações da comunidade.

A conquista de em 2022 vir a propiciar o maior cartaz da Artemrede desde há muitos anos, deve-se também à estreita relação estabelecida com a Direção-Geral das Artes e com programas como a Europa Criativa, Horizonte 2020, e outros projetos cofinanciados, disse ainda Luís Dias, naquele que considera que vai ser um ano de “muitos desafios”.
A constituição de uma carta de compromisso alicerçada nos objetivos de desenvolvimento sustentável é um dos fortes compromissos apontados por Luís Dias para esta presidência do município abrantino, que pretende também continuar a dinamizar quer os Fóruns Políticos quer aquela que é a afirmação da Artemrede, em termos globais culturais.
Relembrando as diferentes escalas entre os municípios que compõem este projeto, desde os maiores como Lisboa, Oeiras e Almada, até aos mais pequenos, como Sobral de Monte Agraço ou Montemor-o-Novo, Luís Dias assume que este é “um desafio tremendo e é uma geografia de interesses confluentes que visa exatamente fortalecer o poder deste território no campo cultural”.
ÁUDIO | Luís Dias, vereador da Cultura da Câmara Municipal de Abrantes:
“Somos 17 municípios a pensar cultura, a pensar territórios, a agir nos territórios”, afirmou o edil que sublinhou a importância da qualificação das equipas técnicas, e de não só trabalhar para os públicos mas também com os públicos, fazendo menção à existência de projetos em que é o próprio público a escolher a programação, como acontece com o Manobras (Festival Internacional de Marionetas e Formas Animadas) que estará de volta este ano para uma nova edição.
Luís Dias deu conta ainda de alguns projetos que “deixarão uma marca tremenda na comunidade”, como “A Feira”, da companhia Radar 360, ou o que em a artista Capicua vai trabalhar com o Orfeão de Abrantes.
O objetivo final parece passar pela “qualificação, aumentar a mediação e sobretudo aumentar a qualidade daquilo que é o envolvimento das nossas pessoas e sobretudo a qualidade dos produtos culturais, dos programas e das ações que a Arteemrede tem vindo a fazer ao longo destes últimos 17 anos”, referiu Luís Dias.
“Estamos quase quase a entrar na maioridade e Abrantes estará na linha da frente, naturalmente com todos os parceiros, que fazem parte quer da Direção, quer da Assembleia Geral, quer do Conselho Fiscal”, concluiu o edil.

A eleição dos novos órgãos sociais, que contou com a designação do município de Alcanena (na pessoa da vereadora Marlene Carvalho) para a vice-presidência do Conselho Fiscal, decorreu em Assembleia Geral no dia 3 de fevereiro, tendo os representante sido eleitos por unanimidade. A sua composição é a seguinte:
Vogal – José de Jesus Gonçalves Mendes (Revisor Oficial de Contas nº 833).
A Artemrede, constituída em 2005, assume-se como “um projeto de cooperação cultural que tem como missão promover a qualificação e o desenvolvimento dos territórios onde atua, valorizando o papel central dos teatros e de outros espaços culturais enquanto polos dinamizadores e promotores das artes e da cidadania”.
Integram este projeto os municípios de Abrantes, Alcanena, Alcobaça, Almada, Barreiro, Lisboa, Moita, Montemor-o-Novo, Montijo, Oeiras, Palmela, Pombal, Santarém, Sesimbra, Sobral de Monte Agraço, Tomar, Torres Vedras e ainda a RUMO, Cooperativa de Solidariedade Social.
