Município de Abrantes recusou prestação de serviços de limpeza e vai abrir concurso para 20 trabalhadores. Foto: mediotejo.net

O executivo de Abrantes decidiu não renovar o contrato de prestação de serviços de limpeza por mais um ano, com a empresa KGServices, Lda. e proceder à abertura de um concurso público no sentido de contratar cerca de 20 trabalhadores para a limpeza dos edifícios municipais.

O presidente da Câmara Municipal de Abrantes explica que o objetivo destas novas contratações passa por “garantir uma melhor eficácia dos serviços, uma maior rentabilização financeira e sobretudo uma maior estabilidade para os diferentes profissionais”.

Manuel Jorge Valamatos (PS) justificou o momento da decisão dizendo que “durante muitos anos as autarquias estavam reféns de fazer novas contratações. Só o podiam fazer mediante a saída de três [trabalhadores] entrando um, depois de dois entrava um. Ultrapassámos essa fase e entendemos que é muito importante reforçar as nossas equipas e vamos seguramente poupar dinheiro e dar maior equilíbrio também emocional às pessoas que trabalham nestes diferentes serviços. É esse o nosso objetivo”, vincou.

Questionado pelo vereador do Bloco de Esquerda, Armindo Silveira, se o concurso de recrutamento já decorria, o presidente explicou que “neste momento recrutamos para prestação de serviço cerca de 16 pessoas porque o contrato com esta empresa finda em junho e o processo concursal público só termina mais tarde. Ficávamos uns meses sem ninguém, por isso contratamos pessoas individualmente” no sentido de assegurar o serviço de limpeza nos vários edifícios municipais.

Por seu lado, o vereador socialista João Gomes avançou que as provas práticas iniciavam na segunda-feira, 18 de maio.

“As 72 pessoas que se candidataram já receberam as convocatórias para passar à primeira fase dos testes práticos. Já definimos um calendário rigoroso para tentar recuperar o tempo perdido devido à covid-19 que parou o procedimento. Os testes psicotécnicos também já estão agendados. Queremos concluir até 11 de junho. Se tudo correr bem teremos as pessoas a entrar ao serviço no final de agosto”.

Paula Mourato

A sua formação é jurídica mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 a Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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