A PJ de Leiria anunciou hoje a detenção de uma mulher de 35 anos, de Mouriscas, no concelho de Abrantes, que vai ficar a aguardar julgamento em prisão preventiva, no estabelecimento prisional de Tires, por suspeita de “autoria de crime de homicídio de descendente, recém-nascido”, depois de ter sido presente a primeiro interrogatório judicial.
Segundo a PJ de Leiria, os factos terão ocorrido no final de fevereiro, tendo a mulher sido detida no passado dia 31 de março, com o juiz de instrução criminal a determinar a prisão preventiva como medida de coação.
Fonte conhecedora do processo disse ao mediotejo.net que este poderá não ser o primeiro crime do género cometido pela mulher, havendo diligências no sentido de encontrar este e eventualmente outros corpos de recém-nascidos.
Terá sido uma ida da mulher, por um outro problema, ao Hospital de Abrantes – altura em que foi notificada para ser acompanhada no centro de saúde da gravidez em estado avançado que apresentava -, que originou o alerta às autoridades, uma vez que nunca compareceu nem às consultas nem, findo o tempo de gestação, para o parto.
A mulher, casada e com quatro filhos, chegou a estar internada no serviço de psiquiatria do Hospital de Tomar antes da aplicação da medida de coação de prisão preventiva.
A presidente da junta de freguesia de Mouriscas, Maria Teresa Dinis, disse, por sua vez, ter ficado “surpreendida e chocada” com a notícia.
Afirmando nunca se ter apercebido de qualquer gravidez da mulher, a autarca afirmou que se trata de uma família “normal”, em que o marido “é muito trabalhador” e os sogros “ajudam”.

