Movimento ALTERNATIVAcom acusa PS de utilização ilegítima de recursos do município. Foto: mediotejo.net

O vereador do movimento independente ALTERNATIVAcom manifestou-se em reunião de executivo contra a “propaganda” do PS de Abrantes, que afirma ser feita “com a utilização ilegítima de recursos do Município (e das Juntas de Freguesia)”. O presidente da Câmara, o socialista Manuel Jorge Valamatos, não respondeu à acusação. Vasco Damas afirmou ainda que, “se o PS quer fazer propaganda, que a faça com os seus recursos próprios e não os confunda com os da Autarquia/Estado, que a todos pertencem”.

Na declaração, que chegou às reações em forma de comunicado, o movimento afirma ter “assistido, com grande preocupação e indignação democráticas, a ações de comunicação tendenciosas e propagandísticas realizadas pelo Município ou em seu nome e representação, através de variados meios (desde os outdoors até às redes sociais, passando por discursos diretos, entrevistas à imprensa, boletins, folhetos e agendas municipais, e, até, postais de Natal enviados aos alunos das escolas públicas do concelho), as quais, se e quando bem observadas e analisadas – com rigor e exigência ética e política – permitem perceber que são motivadas ou contêm mensagens de autoelogio e autopromoção do poder PS em Abrantes”

Para o movimento independente, “nada acrescentando às normais atividades, competências e responsabilidades do Município – incluindo as que se prendem diretamente com a organização e condução local dos processos eleitorais – e também nada acrescentando às necessidades prementes e essenciais dos cidadãos-munícipes, tantas delas ainda por satisfazer.”

Defende esta força política que “se o PS quer fazer propaganda, que a faça com os seus recursos próprios e não os confunda com os da Autarquia/Estado, que a todos pertencem”, e indica a página do PS de Abrantes nas redes sociais “para perceber que não sente necessidade de comunicar pelos seus próprios meios”.

Ressalva, no entanto, ser este “o comportamento usual do executivo municipal socialista desde que tomou posse neste mandato – e, diga-se de passagem, também nos anteriores, tratando-se, portanto, de um vício político entranhado na prática autárquica da maioria PS”.

Vasco Damas, líder do movimento ALTERNATIVAcom. Créditos: mediotejo.net

ÁUDIO | VASCO DAMAS, VEREADOR DO MOVIMENTO ALTERNATIVACOM:

Nessa sequência o movimento ALTERNATIVAcom garante que “passará a ser mais exigente relativamente à lisura democrática dos processos autárquicos, denunciando sem hesitações – interna e externamente, junto da opinião pública e das instituições responsáveis – todas e quaisquer tentativas – abertas ou subreptícias – de subverter as regras democráticas. Como é óbvio, não poderemos ser solidários nem fazer parte, passivamente, de um executivo municipal que se comporte desta forma, inclusive em matéria de comunicação autárquica, favorecendo a maioria e prejudicando a oposição”, lê-se no mesmo comunicado.

Alegando “defesa da verdade” os independentes acrescentam que relativamente ao “desemprego em Abrantes, o qual representa cerca de 25% de todo o desemprego do Médio Tejo”, o PS nada “propagandeia ou promove”.

De igual modo, também “nada se refere sobre a acelerada perda de poder de compra e nada se justifica sobre a incapacidade de captar grandes investimentos que possam criar empregos e recuperar parte do nosso poder de compra, apenas para dar um ínfimo exemplo do muito que há para fazer”

O ALTERNATIVAcom nota não ser este o seu primeiro alerta, lembrando o que disse “a propósito do Boletim Municipal (boicote informativo das atividades da Oposição, conteúdo propagandístico das atividades do executivo municipal e culto da imagem do presidente), nada tendo ainda sido corrigido. Esperamos, sinceramente, que desta vez a nossa mensagem seja bem compreendida, pois ‘em política não vale tudo’, exigindo-se coerência entre aquilo que se diz e aquilo que se faz”.

A sua formação é jurídica e a sua paixão é História mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 à cidade natal; Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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