Imagem 5 – Apocalipse I, série Places of war (2022), plexiglass recortado e pintado montado em caixa de luz com iluminação Led, 72x102x10 cm . Direitos Reservados ao autor

Esta exposição, segundo a autarquia, “reúne uma seleção de obras em técnica mista, escultura e instalação audiovisual criadas no período compreendido entre 1997 e 2023, sem adotar uma abordagem retrospetiva ou antológica”, e insere-se na parceria entre a Câmara Municipal de Abrantes e a Coleção Figueiredo Ribeiro. A inauguração está marcada para as 16h00 de sexta-feira, 8 de dezembro.

O artista, Daniel Nave, nasceu em Belmonte em 1955, vivendo e trabalhando em Sintra atualmente. Licenciado em Artes Plásticas pela Faculdade de Belas Artes de Lisboa em 1979, foi ainda professor de Artes Visuais entre 1980 e 2013.

Artista visual desde a década de 1980, foi desenvolvendo trabalho nas áreas do desenho, da pintura, da escultura, da performance e do cinema experimental e documental. Além de ter participado na organização de encontros em performance na década de 1980, de entre os quais se destacam a Alternativa II e a Alternativa III, em Almada, foi diretor e programador do Etnocine – 1º Festival de Cinema Etnográfico de Belmonte, em 2015. Também é autor de várias obras plásticas para edifícios, em parceria com ateliês de arquitetura.

Entre as mais recentes exposições a título individual destacam-se Places of War, na Galeria Filomena Soares, em 2021; Bestiário, no Colégio das Artes da Universidade de Coimbra, em 2019; Inside Out, na Fundação Portuguesa das Comunicações, em 2018.

De entre a sua obra filmográfica constam Viagem ao mundo da linha da forma e da cor, 1980, Um escultor em Sintra, 1993; Time Lapse, 2009; As últimas vozes, 2012; The long journey, 2015.

A sua obra está representada em coleções públicas e privadas, nacionais e internacionais, como a Coleção Figueiredo Ribeiro, Coleção Armando Martins, American Club of Lisbon, Caixa Geral de Depósitos, Câmara Municipal de Belmonte, Fundação EDP, EPAL – Empresa Portuguesa das Águas Livres, Fundação Calouste Gulbenkian, Fundação D. Luís I, Fundação Mário Soares, Fundação Inatel, Fundação Portugal Telecom, Fundação Cupertino de Miranda, Instituto António Sérgio, Museu das Artes – Sintra, Metropolitano de Lisboa, Ministério da Saúde, Ministério da Agricultura – IFAP, Mundial Confiança, Fundação Millennium.

A exposição “Sou eu que desenhos os meus pontos de fuga” estará patente até ao dia 23 de junho de 2024 no MIAA, podendo ser visitada de terça-feira a domingo, entre as 10:00 e as 12:30, e entre as 14:00 e as 17:30. Encerra à segunda-feira e feriados.

Formada em Jornalismo, faz da vida uma compilação de pequenos prazeres, onde não falta a escrita, a leitura, a fotografia, a música. Viciada no verbo Ir, nada supera o gozo de partir à descoberta das terras, das gentes, dos trilhos e da natureza... também por isto continua a crer no jornalismo de proximidade. Já esteve mais longe de forrar as paredes de casa com estantes de livros. Não troca a paz da consciência tranquila e a gargalhada dos seus por nada deste mundo.

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