Mercado Ribeirinho do Tejo envolve comunidade e projeta dinâmicas e investimentos em Abrantes. Foto: mediotejo.net

A Tagus – Associação para o Desenvolvimento do Ribatejo Interior, está a dinamizar o Mercado Ribeirinho de Abrantes até domingo, 21 de julho, no Aquapolis – Margem Sul, em Rossio ao Sul do Tejo. Este evento, que abriu portas na sexta-feira, ao final do dia, engloba uma panóplia muito diversificada de atividades culturais e desportivas, em que o artesanato e os produtos regionais estão em destaque, convidando os visitantes a usufruir de momentos de convívio junto ao Tejo.

Na sessão de abertura, Manuel Jorge Valamatos, presidente da Câmara de Abrantes, destacou a importância de um evento que tem por objetivo “a valorização do rio Tejo e das suas gentes”, divulgando e preservando “a gastronomia, os costumes, a cultura, o património e a identidade”.

Tendo feito notar a importância de “valorizar e potenciar” o ativo rio Tejo, o autarca apontou à necessidade de um rio com “qualidade e quantidade” regular e constante para aproximar as comunidades ao Tejo, como é exemplo o mercado ribeirinho que agora regressa para a sua terceira edição, depois de um hiato de 10 anos, envolvendo a participação e a dinâmica da comunidade, e potenciar os investimentos efetuados, tendo lembrado um investimento de muitos milhões de euros na criação do projeto Aquapolis, que permitiu criar um espelho de agua aos pés da cidade, com as dinâmicas inerentes.

Nesse sentido, Manuel Jorge Valamatos afirmou existirem outros sonhos, ideias e projetos de investimento de âmbito ribeirinho em planeamento e em torno deste ativo que é o rio Tejo, dando como exemplo projetos ao nível de praias fluviais e vias cicláveis e pedonais, entre outros.

Mercado Ribeirinho do Tejo envolve comunidade e projeta dinâmicas e investimentos. Foto: mediotejo.net

ÁUDIO | MANUEL JORGE VALAMATOS, PRESIDENTE CM ABRANTES:

No momento inaugural, Conceição Pereira, técnica coordenadora da associação Tagus, organizadora do evento, destacou aos jornalistas o que as pessoas vão poder encontrar e/ou participar nestes três dias, tendo feito notar um programa “rico, que vai da alimentação ao desporto, da valorização do património ao artesanato, sem esquecer a dinâmica da comunidade”.

ÁUDIO | CONCEIÇÃO PEREIRA, COORDENADORA DA TAGUS:

Mercado Ribeirinho de Abrantes – Uma festa das gentes e das tradições

O certame, que pretende aproximar a população ao rio, relembrando a sua importância histórica e cultural, inclui uma panóplia de atividades, tais como tasquinhas de petiscos e gastronomia regional, mercado de artesanato, atividades ao ar livre e de contemplação do património natural como uma descida do rio em canoa ou o passeio pedestre pela “GR12E7 – Caminho do Tejo”, demonstrações de yoga, karaté e judo, entre outras, a par de espetáculos musicais com fado, DJ, covers de diferentes estilos musicais, teatro de rua, etnografia e insufláveis para as crianças.

Inaugurado na sexta-feira, dia 19 de julho, no Aquapolis – margem Sul, o evento de três dias pretende ainda mostrar as potencialidades do Ribatejo Interior em termos turísticos e patrimoniais, na âmbito da construção do destino Tejo. E como é o rio que dá o mote ao evento, o certame contou ainda na sessão de abertura com um momento de reflexão e apresentação do projeto de cooperação nacional Tejo Vivo e com vários elementos da Confraria do Tejo.

No panorama musical, na primeira noite houve fados com a abrantina Salomé Silveira e a albicastrense Valéria Carvalho, ao jantar, acompanhadas por Fernando Heleno, na viola fado, e António Sereno, na guitarra portuguesa. David Quinas, como Dj Set, animou o serão.

Este sábado, a Sociedade Instrução Musical Rossiense e a Banda Filarmónica Alveguense irão atuar ao fim da tarde. Durante a noite, os Street Band irão proporcionar aos visitantes uma viagem de covers, que irão desde a música popular portuguesa até ao rock. Às 16h30, o destaque é dado ao projeto AO.RI – Artes e Ofícios do Ribatejo Interior, com a entrega dos prémios do concurso de ideias “Do Artesanato Tradicional à Inovação 2024”.

A manhã contou com uma descida em canoa e uma aula de Yin Yoga aberta, a par de teatro de rua e da abertura de um espaço de exposição de modelismo. Durante todo o dia, irão decorrer demonstrações de aviões, carros e barcos pela Associação “Os Pikuinhas” e pela loja Luís RC.

Mercado Ribeirinho do Tejo envolve comunidade e projeta dinâmicas e investimentos em Abrantes. Foto: Tagus

À tarde haverá demonstrações de judo, pelo Clube Desportivo “Os Patos”, e de karaté, pelo Centro de Karaté do Shotokan do Pego. Entre as 18h00 e as 20h00 estará instalado um insuflável para crianças e, pelas 21h00, desfilarão as marchas populares das zonas ribeirinhas concelhias.

O domingo começa bem cedo para os amantes da pesca com uma prova que irá ocupar as pesqueiras do parque ribeirinho. Esta atividade, organizada pelo Clube Amadores de Pesca e Caça (CAPEC) do Pego, promete prémios até ao oitavo classificado e que serão atribuídos após o almoço convívio.

Ainda pela manhã de domingo, haverá o passeio pedestre pela “GR12E7 – Caminho do Tejo” – ramal Sul. O percurso, de cerca de 8 km, é fácil e será monitorizado até ao Museu Metalúrgica Duarte Ferreira, em Tramagal, onde os participantes terão uma visita guiada e serão transportados de volta ao Rossio para almoço. Esta atividade também tem inscrição obrigatória.

Mercado Ribeirinho de Abrantes de volta ao Aquapolis Sul com diversas atividades. Foto: Tagus

Peixe do rio, carnes grelhadas, migas, açordas de ovas e petiscos diversos irão compõem as ementas das duas tasquinhas da Casa do Povo de S. Miguel do Rio Torto e do Clube Desportivo “Os Patos”. As coletividades servem almoços e jantares durante todo o evento.

Para sensibilizar os visitantes do Mercado Ribeirinho de Abrantes para uma alimentação sustentável, saudável e tendencialmente de base local, serão dinamizadas três oficinas da terra, no âmbito do projeto Literacia Alimentar & Dieta Mediterrânica no Médio Tejo, apoiado pela Rede Rural Nacional, financiado pelo PDR2020, do Portugal 2020, através do FEADER.

Estas demonstrações culinárias, que irão destacar a riqueza e a diversidade do território do Médio Tejo, começarão no sábado, às 18h00, em que o pão é a base das receitas. No domingo, “Combater o desperdício alimentar” será a temática da oficina das 11h00. Às 18h00, haverá a última demonstração, com destaque para o peixe do rio.

Ainda no domingo, pelas 16h00, será dinamizado, pela Cooperativa Human Coop, um momento de dança sénior que desafia a assistência a participar. De seguida, haverá uma atuação do Rancho Folclórico da Casa do Povo do Pego, em que o fandango e outras danças etnografias da região estarão em evidência. 

Este evento conta com um mercado de produtos locais e artesanato todos os dias, a partir das 16h00 e até às 24h00. A exposição e venda de mel, sabonetes de azeite, artigos em cerâmica, fimo, junco, madeira, tecelagem, crochet, trapologia e costura pelos seus produtores e artesãos estarão patentes neste o mercado até às 21h00 de domingo, hora de fecho do mercado e do certame.

Durante a manhã de domingo, um mercado com frutas, legumes e flores do Ribatejo Interior refrescará os visitantes. O certame conta, também, com a presença da Confraria Ibérica do Tejo, com uma mostra das suas publicações. Também o projeto Apadinhaumaoliveira.org marca presença, dinamizando provas do seu azeite e oficinas de bombas de sementes.

Mercado Ribeirinho de Abrantes de volta ao Aquapolis Sul com diversas atividades. Foto: TAGUS

Este evento é uma iniciativa da TAGUS, no âmbito do projeto de cooperação interterritorial Tejo Vivo, financiado através do PDR2020, do Portugal 2020 e do FEADER.

Com estas ações promocionais dos territórios ribeirinhos, a parceria liderada pela TAGUS com a ADRACES, PINHAL MAIOR, ADIRN e APRODER, pretende, ainda, um intercambio cultural entre as gentes das margens do rio e atrair visitantes aos territórios do Tejo, nomeadamente a Abrantes. A iniciativa conta com o apoio do município de Abrantes e da União de Freguesias de S. Miguel do Rio Torto e Rossio ao Sul do Tejo.

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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