Urgências de obstetrícia vão funcionar de forma rotativa em Lisboa e Vale do Tejo até março. Foto: Lusa

A região Norte e o Algarve vão manter a totalidade dos blocos de parto a funcionar no Natal, todas as outras regiões têm constrangimentos e em Lisboa e Vale do Tejo haverá partilha de recursos e fechos alternados.

De acordo com a informação divulgada hoje pela direção executiva do Serviço Nacional de Saúde (SNS), o Centro Hospitalar do Médio Tejo, o Centro Hospitalar do Oeste e o Hospital Distrital de Santarém vão partilhar recursos para garantir o acesso a pelo menos um Serviço de Urgência de Ginecologia e Obstetrícia na sua área de influência no Natal.

No Centro Hospitalar do Oeste, o bloco das Caldas da Rainha encerra das 08:00 de dia 23 às 08:00 de dia 26, no Médio Tejo será Abrantes a fechar das 08:00 de dia 24 às 08:00 de 25 e em Santarém estará fechado o serviço das 08:00 do dia de Natal até às 08:00 de dia 26.

A região de Lisboa e Vale do Tejo (LVT) é aquela em que há mais condicionamentos, com diversos centros hospitalares a partilharem recursos para conseguirem manter pelo menos um bloco de partos na sua área de influência.

O Centro Hospitalar Barreiro-Montijo, o Hospital Garcia de Horta e o Centro Hospitalar de Setúbal também vão partilhar recursos, garantindo o acesso a pelo menos dois Serviços de Urgência de Ginecologia e Obstetrícia na sua área de influência. O que está previsto é que encerre o serviço no Hospital São Bernardo (Setúbal) das 08:00 de dia 23 até às 08:00 de dia 26.

Segundo a informação divulgada hoje, e publicada na imprensa, também o Centro Hospitalar Universitário Lisboa Norte, o Centro Hospitalar Universitário de Lisboa Central, o Centro Hospitalar de Lisboa Ocidental e os hospitais Professor Doutor Fernando Fonseca (Amadora-Sintra), Beatriz Ângelo (Loures), o de Vila Franca de Xira e o de Cascais vão trabalhar em rede, partilhando recursos para garantir o acesso a, pelo menos, quatro Serviços de Urgência de Ginecologia e Obstetrícia e aos Serviços/Unidades de Neonatologia na sua área de influência.

Com esta partilha de recursos, está previsto o encerramento da maternidade de Vila Franca de Xira, entre as 08:00 de dia 23 e as 08:00 de dia 26, e dos blocos dos hospitais São Francisco Xavier e Professor Doutor Fernando Fonseca, entre as 20:00 de dia 23 e as 08:00 de dia 26.

Os 13 blocos de partos da região Norte estarão a funcionar de forma ininterrupta de 23 e 25 de dezembro, o mesmo acontecendo com os dois blocos de partos do Algarve.

No Centro, encerra o bloco do Hospital Sousa Martins (ULS Guarda) das 19:00 de dia 24 às 09:00 de dia 25 e, no Alentejo, os condicionamentos serão em Beja (ULS Baixo Alentejo), que estará encerrada das 08:00 de dia 25 até às 08:00 de dia 26.

Na nota divulgada hoje, a direção executiva do SNS reitera a importância de, antes do recurso a unidades de saúde, os utentes contactarem previamente o SNS 24 (808 24 24 24) e, em situações de emergência, o 112.

As alterações são justificadas pelas contingências à plenitude de funcionamento da rede de maternidades identificadas no período de Natal e Ano Novo.

A resposta articulada foi organizada “de acordo com as recomendações da Comissão de Acompanhamento da Resposta em Urgência de Ginecologia/Obstetrícia e Bloco de Partos”, acrescenta a nota.

A informação hoje publicada nos jornais indica ainda que no dia 24 estarão abertos 221 centros de saúde (horários podem ser consultados no portal do SNS) e no dia de Natal estarão abertos 180.

Quanto ao período do Ano Novo, a resposta articulada das maternidades ainda está a ser ultimada, pelo que a informação das unidades que estarão encerradas será divulgada durante a próxima semana.

c/LUSA

Mário Rui Fonseca

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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