Manuel Jorge Valamatos congratulou-se, dizendo ser “com muita satisfação” que vê “mais 56 alunos no universo educativo, comparativamente com o ano que passou”, referindo-se a tendência crescente à entrada no ensino escolar.
Fazendo um balanço na reunião de Câmara, o autarca fez referência ao início do ano letivo, crendo que “não há nenhum ano letivo que se inicie na perfeição, haverá sempre questões a corrigir”.
Por outro lado, o autarca mostrou-se otimista com os números à entrada no pré-escolar e ensino primário. “É com muita satisfação que percebemos que temos mais 56 alunos este ano no pré-escolar e primeiro ciclo(…) Ao longo dos últimos anos temos vindo a baixar o número de alunos que entram no pré-escolar e primeiro ciclo, é a bitola que nos permite perceber a tendência de crescimento da comunidade. Este ano, embora estes dados não estejam completamente fechados, é com muita satisfação que percebemos que temos mais 56 alunos no nosso universo educativo comparativamente com o ano que passou e isso deixa-nos naturalmente satisfeitos e otimistas”, relevou.

Do arranque de 2022/2023 salientou “dois grandes projetos com o novo centro escolar no antigo Colégio de Fátima e a requalificação muito significativa da Escola de Alvega”, mas notou que “é natural que existam sempre algumas questões a corrigir. Foram dois investimentos significativos, que ultrapassaram os 4 milhões de euros, e estamos a falar sobretudo no novo centro escolar em Abrantes. Uma obra muito relevante e que terá mais investimento a fazer no futuro, com criação de uma bolsa de estacionamento e de novo acesso, e depois aí a parte exterior do colégio ficará em pleno funcionamento”, disse.
“Ficámos felizes por perceber que as nossas crianças, os nossos jovens, os nossos alunos, melhoraram as condições de aprendizagem do ponto de vista das infraestruturas”
Por seu turno, Celeste Simão (PS), vereadora com o pelouro da Educação, mencionou que o arranque do novo ano letivo “fica marcado pela abertura das duas novas escolas” mas também pela organização e cooperação entre todos para que decorresse sem problemas de maior.
“Conseguimos acertar na organização dos transportes escolares e das refeições escolares, conseguimos acertar o calendário letivo entre os dois agrupamentos de escolas, quando estava desfasado o aumento da despesa em transportes e refeições é maior. Mas este ano conseguimos abrir o ano letivo nos dois agrupamentos a 15 de setembro, incluindo a EPDRA. Foi um passo importante e que nos permite um planeamento diferente daquilo que estava a ser feito”, destacou.
Por outro lado enumerou um conjunto de iniciativas programadas, desde logo projetos com apoio municipal como a “Escola a tempo inteiro”, “com reforço e atividades de apoio à família no pré-escolar em todas as escolas do concelho. Também a Componente de Apoio à Família para o 1º ciclo também decorrerá em todas as escolas do concelho, apesar de não ser de frequência obrigatória, mas é uma oferta que as associações de pais disponibilizam para que as famílias possam deixar as crianças um pouco mais cedo na escola, tenham acompanhamento à hora de almoço reforçando o trabalho das assistentes operacionais e no final do dia”.

Na ocasião a vereadora aproveitou para agradecer “o trabalho das associações de pais neste tipo de oferta de qualidade”.
Quanto à colocação de docentes, apesar de não ser responsabilidade do município, disse que o ano letivo iniciou com falta de um ou outro professor em cada agrupamento, sendo resultado de atestados médicos, mas que seriam colocados ainda na primeira semana de aulas.
“Continuamos a fazer a entrega de todo o material nas escolas que é solicitado pelos professores, criámos dois momentos para que os professores possam fazer as suas requisições. Dar conta que através do PEDIME da CIMT e com o trabalho desenvolvido em Abrantes pela Equipa Multidisciplinar de Apoio ao Aluno e à Comunidade Educativa e do Projeto de Educação Parental, vamos ter atividades para as crianças do 1º e 2º ciclo e 9º ano. Também para crianças e jovens que participam nas Férias Jovens, para as associações de pais, depois também para a comunidade em geral”, acrescentou.
Em causa o Programa de desenvolvimento socioemocional, como oficinas de sabedoria intergeracionais, apoio às associações, outro programa para Pais Educadores de Excelência e ainda a continuidade a projetos como a abertura da sala snoezelen na Escola António Torrado, o projeto Amigos do Ziki, o programa ColorADD para consciencializar para o daltonismo, e o projeto T-Code com alargamento para o 10º, 11º, para o ensino profissional e para a turma PIEF.

Continuam as AEC em parceria com os agrupamentos, “com as ações a terem orientações que são emanadas do Ministério da Educação mas que são aprovadas em Conselho Pedagógico e Conselho Geral, e trabalhamos com as associações de pais, com o Orfeão de Abrantes e com a Associação Cres.Ser”.
Quanto a refeições escolares e transportes escolares está tudo a funcionar dentro da normalidade, com o programa da fruta escolar a continuar, além do serviço da nutricionista para fazer o acompanhamento das ementas e mais algumas ações dentro das escolas neste âmbito.
O apoio da ação social escolar acontece nos moldes do ano anterior e a oferta formativa está articulada entre os dois agrupamentos escolares.
“No que diz respeito ao pessoal não-docente, atingimos o que desejávamos e já podemos dizer que temos mais pessoas nas escolas do que aquilo que é o rácio previsto, tendo em conta que o rácio da parte do Ministério da Educação irá ser atualizado segundo o que nos foi informado”, alertou.
“Para termos o ano letivo a funcionar contámos com a colaboração dos agrupamentos, associações de pais, todos os serviços da autarquia, deixava um obrigado a todos pelo trabalho que foi feito e que resultou numa abertura de ano letivo serena e muito tranquila. Até ao momento não temos dados dignos de registo”, concluiu Celeste Simão.
