Abrantes lança Abran’Gente 5G para reforço da inclusão social e capacitação da comunidade. Foto: mediotejo.net

“O Abran’Gente 5G nasceu de uma necessidade real do território e é um projeto da comunidade para a comunidade”, explicou à Lusa e técnica superior de psicologia, Sara Pacheco, tendo indicado que o projeto resulta do diagnóstico social concelhio e de uma candidatura apresentada ao abrigo do programa nacional CLDS – Contratos Locais de Desenvolvimento Social, contando com um orçamento global de cerca de 720 mil euros [716.799,99 euros] para 48 meses.

A iniciativa, que pretende alcançar mais de 4.400 pessoas num programa de intervenção que vai decorrer ao longo de quatro anos no concelho de Abrantes, conta com uma equipa multidisciplinar de sete técnicos superiores, sendo o Centro Humanitário de Abrantes/Tomar da Cruz Vermelha Portuguesa a entidade executora.

“O desafio foi lançado pela Segurança Social ao Município de Abrantes e, depois, aos parceiros do Conselho Local de Ação Social. A Cruz Vermelha apresentou a candidatura em parceria com a Tagusvalley, que assume um dos eixos. É um projeto da comunidade para a comunidade”, afirmou Sara Pacheco.

Segundo a coordenadora, o projeto abrange quatro áreas definidas previamente no diagnóstico social do concelho: emprego e qualificação; combate à pobreza infantil e juvenil; envelhecimento ativo; e intervenção em contextos sociais críticos, sendo objectivo do Abran’Gente 5G promover a inclusão social, o combate à pobreza, a autonomia da população sénior e a integração de famílias vulneráveis.

[O programa] “assenta em quatro eixos diferentes mas complementares e o que se pretende é dar às pessoas estratégias para melhorar a sua vida, promover oportunidades e reforçar a coesão social”, atuando junto de diferentes públicos estratégicos, declarou.

O primeiro eixo, dedicado ao emprego, formação e qualificação, procura reforçar competências e apoiar a integração profissional de pessoas desempregadas, prevendo envolver 650 participantes, sendo coordenado pelo Tagusvalley – Parque de Ciência e Tecnologia do Vale do Tejo.

O segundo eixo, focado no combate à pobreza e exclusão social de crianças e jovens, promove acompanhamento de proximidade, atividades culturais, educativas e desportivas, incluindo ações com famílias, com uma meta de 1.470 beneficiários.

O terceiro eixo centra-se na promoção da autonomia, envelhecimento ativo e longevidade, incluindo ações de combate à solidão, capacitação de cuidadores, dinamização intergeracional e promoção do empreendedorismo sénior, estimando atingir 1.630 pessoas.

Por fim, o quarto eixo aposta no desenvolvimento social, capacitação comunitária e resposta a contextos de emergência social, apoiando agregados familiares vulneráveis, promovendo a participação cívica e preparando a comunidade para cenários de exceção, com um total previsto de 710 participantes.

De acordo com Sara Pacheco, os principais desafios passam por “despertar a atenção dos jovens que estão em casa, dos desempregados de longa duração e motivá-los para a mudança”.

Abrantes lança Abran’Gente 5G para reforço da inclusão social e capacitação da comunidade. Foto: mediotejo.net

A monitorização será feita através de relatórios regulares, com o projeto a prever ainda o envolvimento de voluntários da comunidade.

“Gostava que superássemos as metas e que este projeto fizesse a diferença na vida das pessoas, dando-lhes estratégias para transformação e inclusão”, apontou

O Abran’Gente 5G é coordenado pelo Centro Humanitário de Abrantes/Tomar da Cruz Vermelha Portuguesa e conta com o apoio da Tagusvalley no Eixo 1.

De acordo com Nuno Dias, presidente da direção da delegação, a instituição organiza-se em dois pilares: emergência e intervenção social, sendo que, no primeiro, realiza transporte de doentes urgentes e não urgentes, com uma frota de 26 veículos – 17 deles afetos exclusivamente ao transporte de doentes.

No setor social, a delegação desenvolve vários projetos comunitários, incluindo o Programa Escolhas, em Abrantes e Tomar, dirigido a crianças e jovens migrantes ou de comunidades vulneráveis.

 “Trabalhamos diariamente com 15 técnicos nesta área e procuramos sempre articular com escolas e outras entidades para garantir melhores resultados, sendo que o Abran’Gente 5G é um desafio que abraçamos com entusiasmo e profissionalismo no sentido de poder intervir e dar respostas às necessidades da nossa comunidade”, acrescentou.

C/LUSA

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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