José Martinho Gaspar. Foto: mediotejo.net

O professor e historiador José Martinho Gaspar, natural de Água das Casas, em Abrantes, acaba de vencer o Prémio Nacional de Literatura Lions de Portugal, com a novela inédita “Vidas por Fios”. O prémio, no valor de 2.500 euros, será entregue em Coimbra no próximo dia 23 de junho, no Centro de Eventos de Valle de Canas, durante o encontro do Conselho Nacional de Governadores do Distrito Múltiplo 115 do Lions Internacional.

“É sempre positivo para quem gosta de escrever, o reconhecimento por parte de um júri”, diz José Martinho Gaspar. “É importante o prémio monetário, mas especialmente a hipótese de publicar, o chegar ao público. Vale sobretudo enquanto motivação.” A história que construiu aborda os constrangimentos do sistema parlamentar e democrático, um tema muito atual.

Segundo o regulamento, a obra premiada “poderá vir a ser publicada sob os auspícios da Fundação Lions de Portugal, recebendo o autor 10% dos exemplares publicados”. Em 2017 a novela vencedora foi “Psicopatia das Pessoas de Bem”, de Luís Bento. Em 2015, “O Danado”, de João Morgado; e em 2013, “O Que Nos Separa dos Outros por Causa de Um Copo de Whisky?”, de Patrícia Reis.

Instituído em 2011 pela Fundação Lions de Portugal, este prémio pretende “estimular e divulgar a produção literária e permitir o aparecimento de novos escritores”. Considerada a maior organização mundial de clubes de serviço voluntário do Mundo, o Lions tem 1,4 milhões de membros em 47 mil clubes em 208 países e regiões. Tal como referido na apresentação deste prémio literário, o Lions “está essencialmente preocupado em responder às necessidades das suas comunidades, mas não deixa de apoiar as manifestações artísticas e culturais e, sobretudo, o surgimento de novos valores”.

Sou diretora do jornal mediotejo.net, diretora editorial da Médio Tejo Edições e da chancela de livros Perspectiva. Sou jornalista profissional desde 1995 e tenho a felicidade de ter corrido mundo a fazer o que mais gosto, testemunhando momentos cruciais da história mundial. Fui grande-repórter da revista Visão e algumas da reportagens que escrevi foram premiadas a nível nacional e internacional. Mas a maior recompensa desta profissão será sempre a promessa contida em cada texto: a possibilidade de questionar, inquietar, surpreender, emocionar e, quem sabe, fazer a diferença. Cresci no Tramagal, terra onde aprendi as primeiras letras e os valores da fraternidade e da liberdade. Mantenho-me apaixonada pelo processo de descoberta, investigação e escrita de uma boa história. Gosto de plantar árvores e flores, sou mãe a dobrar e escrevi quatro livros.

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