Foto: Umit Bektas/Reuters

Este novo projeto surgiu no âmbito de candidatura aprovada ao Projeto “Escolhas 9 Geração”, que tem como público-alvo os migrantes residentes no concelho, tendo a mesma sido apresentada pela Câmara Municipal (entidade promotora) e pela Cruz Vermelha Portuguesa – Delegação Abrantes (entidade gestora). O programa “Escolhas” é uma iniciativa do Governo de Portugal, que vai na 9ª geração, cabendo a promoção das candidaturas ao Alto Comissariado para as Migrações.

A candidatura foi denominada Yolo.com pela delegação da Cruz Vermelha em Abrantes, significando “a associação da multiculturalidade à vida, às oportunidades que todos merecem e ao respeito que cada indivíduo merece na comunidade em que esteja inserido”.

Segundo a autarquia, e conforme informado na passada reunião de Câmara, o projeto iniciará “em breve” e terá uma equipa de recursos humanos específica. Apesar de terminar a 31 de março de 2025, pode vir a ser renovado por mais um ano e seis meses. O projeto conta com financiamento de 229.747,82 € assegurado por Fundos Europeus Estruturais e de Investimento e pelo Fundo Social Europeu Mais (FSE+).

O presidente da Câmara Municipal de Abrantes, Manuel Jorge Valamatos, frisou que se trata de “mais um bom exemplo da boa capacidade para trabalhar em parceria com as nossas instituições”.

Também a vereadora com o pelouro da Ação Social, Raquel Olhicas, explicou que esta candidatura e o projeto a implementar em Abrantes “tem como público-alvo os migrantes residentes no concelho, tendo em conta a afluência que estamos a sentir todos os dias”, sendo que para além dos apoios municipais e das escolas, as famílias “carecem de outros apoios devido à vulnerabilidade social a que muitos deles estão expostos, pelo que carecem de outras respostas”.

Para Raquel Olhicas este projeto “vem contribuir para minimizar o sentimento de constrangimento que as pessoas manifestam quando chegam a uma comunidade que desconhecem”.

O projeto, que nasceu da candidatura Yolo.com, vai intervir diretamente junto de 60 crianças e jovens e 120 pessoas adultas de forma indireta, cabendo à Cruz Vermelha trabalhar com estes cidadãos migrantes, incidindo nos principais problemas diagnosticados no Plano de Desenvolvimento Social e Diagnóstico Social), nomeadamente o desemprego entre jovens migrantes, desigualdades sociais e segregação cultural.

O objetivo primordial passa por “diminuir as barreiras culturais existentes entre a comunidade maioritária e a minoritária e promover a efetiva e consolidada integração social e o aumento do exercício de cidadania por parte dos participantes, promovendo a consciencialização dos seus deveres enquanto cidadãos”.

A autarquia entende que “através deste projeto é possível aumentar os níveis de valorização cultural, aumentando e potenciando os benefícios da multiculturalidade, promover a formação e emprego a qualificação, diminuindo a incidência, nesta comunidade, de fenómenos como a baixa escolaridade, fraca qualificação, fraca participação e envolvimento na comunidade maioritária”.

Para a implementação do projeto em Abrantes foi constituído um grupo de trabalho que além da Câmara Municipal de Abrantes enquanto representante máxima e com a função de supervisionar e coordenar, cnta com a Cruz Vermelha Portuguesa – Delegação de Abrantes, Agrupamento de Escolas Nº1, Agrupamento de Escolas Nº2, Escola Superior de Tecnologia de Abrantes e Comissão de Proteção de Crianças e Jovens de Abrantes.

Formada em Jornalismo, faz da vida uma compilação de pequenos prazeres, onde não falta a escrita, a leitura, a fotografia, a música. Viciada no verbo Ir, nada supera o gozo de partir à descoberta das terras, das gentes, dos trilhos e da natureza... também por isto continua a crer no jornalismo de proximidade. Já esteve mais longe de forrar as paredes de casa com estantes de livros. Não troca a paz da consciência tranquila e a gargalhada dos seus por nada deste mundo.

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