Foto: Carlos Grácio/CMA

A Cerimónia Oficial do Dia da Cidade de Abrantes, no dia em que se celebram os 107 anos de elevação a cidade, decorreu no Quartel de Bombeiros, num momento de bastante emoção e em celebração comunitária, para distinguir com Medalha de Mérito Municipal os Agrupamentos do Corpo Nacional de Escutas do Concelho de Abrantes e a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Abrantes. Também foram homenageados os trabalhadores do Município com 25 anos de serviço e que se aposentaram este ano. Neste mesmo dia, o Museu Ibérico de Arqueologia e Arte recebeu o troféu do prémio de Museu do Ano 2023 e foi inaugurada uma exposição de alunos da ESSA na galeria quARTel.

O dia começou com hastear das Bandeiras de Portugal, da Cidade, da Comunidade Europeia, da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Abrantes e do Corpo Nacional de Escutas, pela mão do presidente da Câmara de Abrantes, Manuel Jorge Valamatos, do presidente da Assembleia Municipal, António Mor, do presidente da Junta de Freguesia de Abrantes e Alferrarede, Bruno Tomás, pelo Comandante dos Bombeiros Voluntários de Abrantes, António Manuel Jesus, e por Inês Graça, em representação do Chefe Nacional do Corpo Nacional de Escutas, na entrada do Quartel dos Bombeiros, ao som do Hino Nacional interpretado pelo Orfeão de Abrantes, num momento de grande simbolismo.

VÍDEO

Já no interior do quartel, foram entregues as Medalhas de Dedicação e Bons Serviços pelo presidente de Câmara e por Júlia Augusto, presidente da direção do Centro Social do Pessoal do Município de Abrantes, numa homenagem aos trabalhadores do Município de Abrantes com 25 anos de serviço e também aos que se aposentaram este ano depois de longos anos dedicados ao serviço público, numa cerimónia que se realizou no interior do Quartel dos Bombeiros.

Foto: Carlos Grácio/CMA

Seguiu-se o momento de agraciar com a Medalha de Mérito Municipal a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Abrantes e os Agrupamentos de Escuteiros do Concelho de Abrantes: Agrupamento 172 de Abrantes, Agrupamento 193 de Mouriscas, Agrupamento 273 de Tramagal, Agrupamento 697 de Rossio ao Sul do Tejo e Agrupamento 1093 de Chainça.

A medalha foi atribuída ao presidente da direção João Furtado e ao Comandante António Manuel Jesus, da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Abrantes, logo se fizeram ouvir fortes aplausos, que aliás foram uma constante durante todo este momento, tendo inclusive a plateia aplaudido de pé a corporação de bombeiros e seus dirigentes, num momento de grande comoção em palco e de demonstração de gratidão para com os heróis da paz.

Manuel Jorge Valamatos dirigiu-se à corporação perfilada para dedicar aquela Medalha de Mérito Municipal, agradecendo o serviço à comunidade, a prontidão e o sacrifício de todos os bombeiros de Abrantes em prol do bem-estar e proteção e segurança das populações do concelho e do país.

Foto: Carlos Grácio/CMA

“Celebramos hoje os 107 anos da nossa cidade com todos vós e com cada uma das nossas 13 freguesias. Porque Abrantes é realmente grande. Mas a sua maior riqueza são as pessoas, e é seguramente a sua e a nossa comunidade. É essa a união que festejamos hoje. Festejamos a nossa História, os valores da solidariedade, da nossa identidade e da nossa responsabilidade coletiva. Cabe a cada um de nós cuidar e preservar o nosso legado de forma a ser transmitido de geração em geração”, disse Manuel Jorge Valamatos no arranque do seu discurso oficial no Dia da Cidade, referindo ser com grande alegria que se realiza a cerimónia evocativa dos 107 anos de elevação de Abrantes a cidade no quartel dos bombeiros, falando na “nobreza” deste local pela “coragem, dedicação e espírito de serviço que preenche cada centímetro deste espaço”.

ÁUDIO | Discurso do Presidente da Câmara Municipal de Abrantes, Manuel Jorge Valamatos
Foto: mediotejo.net

“A verdadeira nobreza está naqueles que, com humildade e determinação, enfrentam todos os desafios e servem a nossa comunidade com bravura”, frisou, lembrando a importância do quartel dos bombeiros em desafios como a pandemia “na qual este espaço e os nossos bombeiros juntamente com os profissionais de saúde tiveram um papel fundamental na defesa da nossa comunidade”.

“Jamais nos esqueceremos que praticamente durante dois anos, foi aqui que instalámos o nosso Centro de Vacinação municipal, que serviu de base para administrarmos mais de 90 mil vacinas”, sublinhou Manuel Jorge Valamatos, referindo ser “um privilégio e uma honra” estar naquele quartel, “sinónimo de coragem, compromisso, solidariedade e dedicação ao próximo”.

Com a atribuição da Medalha de Mérito Municipal à Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Abrantes a autarquia pretendeu agraciar no ano em que a AHBVA celebra o 10º aniversário, o edil indicou tratar-se de “uma distinção institucional, mas que gostaríamos que fosse considerada como um reconhecimento e agradecimento dos abrantinos pelo trabalho realizado por todos os homens e mulheres que fazem parte desta grande família”, destacou o edil.

Neste dia, foi também prestada homenagem aos Agrupamentos de Escuteiros de Abrantes, “como uma grande escola de valores e de formação das nossas crianças e jovens”, notou Manuel Jorge Valamatos, considerando que os agrupamentos de escuteiros têm “desempenhado um papel fundamental na formação de muitas gerações de abrantinos, transmitindo valores e princípios que a todos nos acompanham ao longo da nossa vida em comunidade”.

Foto: Carlos Grácio/CMA

“A atribuição da medalha de Mérito Municipal aos agrupamentos de escuteiros de Abrantes, Mouriscas, Tramagal, Rossio ao Sul do Tejo e Chainça é o reconhecimento merecido por todo o vosso trabalho, mas também um incentivo para que continuem a ser uma referência na formação das nossas crianças e jovens como cidadãos exemplares, na construção de uma sociedade mais justa e solidária”, referiu o autarca.

“Neste dia feliz, em que abrimos as portas deste quartel aos nossos cidadãos, como meio de fortalecimento da relação com quem nos protege, percebemos que o denominador comum entre as instituições, as pessoas que hoje aqui homenageámos e a nossa comunidade em geral está no espírito da união que é essencial para ser abrantino”, conclui o autarca de Abrantes, tendo esta expressão sido acolhida por um forte aplauso.

O presidente de Câmara deixou o desejo de que todos os exemplos distinguidos neste dia possam “continuar a inspirar como herdeiros da História de uma cidade centenária que une a modernidade à tradição, na construção de um concelho onde todos sejam felizes”, formulou.

GALERIA

Durante a tarde desta quarta-feira, cerca das 16h00, decorreu cerimónia simbólica de receção do prémio de Museu do Ano 2023 atribuído pela Associação Portuguesa de Museologia, nesta que é a segunda ocasião que este prémio nacional é entregue ao Município de Abrantes, depois de em 2018 o Museu Metalúrgica Duarte Ferreira (MDF), em Tramagal, ter recebido esta distinção.

Para o presidente da Câmara Municipal de Abrantes estas distinções “projetam a rede de Museus de Abrantes como uma das grandes referências nacionais na museologia e que nos responsabilizam para continuarmos este caminho de excelência na promoção da nossa história e do nosso território”.

Abrantes recebeu hoje o prémio de Museu do Ano 2023 atribuído ao MIAA. Foto: mediotejo.net

Manuel Jorge Valamatos dedicou este prémio a todos os abrantinos e partilhou com todas as entidades e pessoas que ao longo de 15 anos trabalharam em prol da concretização deste “sonho” que foi o MIAA – Museu Ibérico de Arqueologia e Arte de Abrantes.

ÁUDIO | Manuel Jorge Valamatos, presidente da Câmara Municipal de Abrantes

Na sessão que decorreu no MIAA, o presidente da Associação Portuguesa de Museologia, João Neto, entregou o troféu ao presidente da Câmara tendo destacado a importância do investimento na cultura para a coesão territorial e para a construção da democracia.

João Neto, presidente da APOM esteve hoje em Abrantes ncarimónia da entrega do prémio Museu do Ano 2023. Foto: mediotejo.net
ÁUDIO | João Neto, presidente da APOM

O MIAA está instalado no Convento de S. Domingos, edificado no século XVI, e é considerado pela autarquia “peça central do património edificado da cidade de Abrantes”, tendo o projeto de requalificação, da autoria do arquiteto João Luís Carrilho da Graça, sido distinguido com o Prémio Nuno Teotónio Pereira 2022, na vertente de reabilitação urbana.

VÍDEO

A Rede de Museus de Abrantes, em que o MIAA assume um papel de liderança, inclui o Panteão dos Almeida (vencedor dos prémios “People´s Choice Award 2022” e “Interior Exhibition & Museum”, em 2022), o Museu MDF – Metalúrgica Duarte Ferreira, em Tramagal (Prémio Museu do Ano em 2018), quARTel – Galeria Municipal de Arte e, em breve, o Museu de Arte Contemporânea (MAC) Charters de Almeida, a instalar no Edifício Carneiro, cuja obra se encontra em fase de conclusão.

Ao final da tarde, o foco mudou para o mundo das artes visuais, com inauguração da exposição ESSA´arte com trabalhos dos alunos do Curso de Artes Visuais da Escola Secundária Dr. Solano de Abreu, no quARTel – Galeria Municipal de Arte que este ano celebra 10 anos ao serviço da cultura na cidade.

A exposição com curadoria de Hugo Dinis, conta com dezenas de trabalhos dos alunos da ESSA e poderá ser visitada até dia 21 de outubro.

Hoje é a última noite das Festas da Cidade e o derradeiro momento para aproveitar as tasquinhas, o convívio e a animação musical no centro histórico de Abrantes, numas festas que têm dado que falar este ano pela muita adesão e afluência, e que venceram o mau tempo inicial nos primeiros dias para dar lugar a centenas de visitantes em celebração e comunhão intergeracional.

Notícia relacionada

Formada em Jornalismo, faz da vida uma compilação de pequenos prazeres, onde não falta a escrita, a leitura, a fotografia, a música. Viciada no verbo Ir, nada supera o gozo de partir à descoberta das terras, das gentes, dos trilhos e da natureza... também por isto continua a crer no jornalismo de proximidade. Já esteve mais longe de forrar as paredes de casa com estantes de livros. Não troca a paz da consciência tranquila e a gargalhada dos seus por nada deste mundo.

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

Deixe um comentário

Leave a Reply