Chegou ao fim a X Mostra de Teatro de Abrantes, organizada pelo Grupo de Teatro Palha de Abrantes. Dez anos consecutivos que o grupo levou o teatro ao concelho, respondendo ao apelo das populações “sequiosas” de verem os trabalhos realizados, quer pelos grupos abrantinos quer pelos grupos de fora, segundo as palavras de Helena Bandos, presidente da direção do Grupo de Teatro da Palha de Abrantes.
“Podemos dizer que nestas mostras foram vários palcos que se encheram com cenários e atores, citando alguns, S. Facundo, Vale das Mós, Martinchel, Rio de Moinhos, Tramagal e tantos outros. Os Grupos que estiveram nessas freguesias sentiram sempre que valeu a pena terem vindo até Abrantes, pelo carinho e pelo entusiasmo com que foram recebidos os seus trabalhos”, destacou.
Questionada sobre que balanço fazer da X Mostra de Teatro de Abrantes 2016, Helena Bandos afirmou “acreditar ter sido positivo”, tendo, no entanto, ressalvado que o grupo de trabalho, “por ser muito exigente, quer sempre mais”.
“Quem nos viu a nós e aos grupos convidados gostou”, afirmou Helena Bandos, relativamente a uma mostra teatral em que, no primeiro fim-de-semana do Festival, é o Grupo de Teatro Palha de Abrantes, o grupo anfitrião, quem faz a apresentação da sua peça, no Cineteatro S. Pedro, e no segundo fim-de-semana são os grupos de teatro convidados.
Nesta X Mostra o Grupo de Teatro Palha de Abrantes estreou a peça “Disco Pigs” no cineteatro S. Pedro. Um trabalho feito por dois jovens atores, estreantes. Peça de uma grande exigência, que o Afonso e a Sofia, aceitando ao desafio que lhes foi proposto, levaram à cena com entusiasmo e com a ousadia própria da sua juventude. A peça foi muito bem recebida pelo público presente.
Este ano, a X Mostra contou ainda com os seguintes grupos que atuaram nas seguintes freguesias: Tramagal – ‘Grupo Nova Morada’, de Paço de Arcos, com a peça “O Noivado do Dafundo”; Martinchel – O Grupo da SAT – com a peça “Agarrem que é milionário”, do Tramagal, e o Grupo de Teatro “O Cidral”, de Alter do Chão, com a “ Revista à Portuguesa”, em Rio de Moinhos.
“Os nossos convidados sentiram-se bem em todos os momentos da Mostra, quer no almoço convívio oferecido por nós, quer na forma como foram recebidos nas freguesias onde atuaram. Não podemos esquecer também os nossos anfitriões, em cada localidade, que tão bem receberam os grupos convidados”, concluiu, em modo de preparação para a XI que regressa em 2017.

