O ministério da Saúde respondeu a uma pergunta do BE sobre um alegado “caos” nos corredores do hospital de Abrantes, com doentes “amontoados”, negando que a situação descrita naquela unidade hospitalar corresponda a qualquer situação de caos.

A pergunta, efetuada em fevereiro, e cuja resposta chegou no dia 10 de maio, reportava-se a situações alegadamente decorridas no mês anterior, tendo o Governo referido que, “no período em referência, a situação nos cinco serviços de Urgência do Centro Hospitalar do Médio Tejo (CHMT) foi a esperada”, e que “a maior complexidade prendeu-se, não com o afluxo ao serviço de Urgência, mas com as condições em que os doentes chegaram ao serviço, nomeadamente devido aos idosos sem condições para que pudessem regressar aos seus domicílios”.

O Grupo Parlamentar do BE questionou o Ministério da Saúde a 10 de fevereiro sobre se o Governo tinha “conhecimento de que nas Urgências de Abrantes os doentes se ‘amontoam’ pelos corredores” e “quanto tempo vai tardar e como vai ser resolvido este problema, sabendo-se que este se arrasta desde que o Serviço de Urgência foi concentrado no Hospital de Abrantes”.

Em comunicado, o BE, através do deputado Carlos Matias, eleito por Santarém, lembra que a resposta foi “recebida 3 meses depois de o governo ter sido interpelado (o prazo regimental são 30 dias)”, tendo “reafirmando os pressupostos da pergunta” e “lamentando que, no início do ano, os utentes tenham sido vítimas de um quadro problemático que em nada terá contribuído para as sua recuperação”.

Agência de Notícias de Portugal

Deixe um comentário

Leave a Reply