O município de Abrantes vai avançar com um conjunto de intervenções urgentes de reabilitação e proteção de infraestruturas e património natural, na sequência das recentes intempéries que afetaram o concelho, garantindo um financiamento superior a 200 mil euros no âmbito de um contrato-programa assinado com o Fundo Ambiental e a Agência Portuguesa do Ambiente, destinado à recuperação da ribeira de Rio de Moinhos e da barragem da Escola Profissional de Desenvolvimento Rural de Abrantes, na freguesia de Mouriscas.
O acordo foi celebrado, no passado dia 9 de abril, entre o Fundo Ambiental, a Agência Portuguesa do Ambiente e a autarquia abrantina, prevendo um financiamento superior a 200 mil euros.
No caso da ribeira de Rio de Moinhos, os fenómenos meteorológicos extremos provocaram assoreamento do leito, instabilidade das margens e danos em infraestruturas adjacentes, aumentando o risco de cheias.
A intervenção prevista contempla a limpeza e desobstrução da linha de água, a estabilização de margens e o reforço das estruturas de contenção, com o objetivo de restabelecer as condições de escoamento até ao rio Tejo.
Relativamente à barragem da Escola Profissional de Desenvolvimento Rural de Abrantes, os danos registados comprometeram a sua integridade estrutural, exigindo uma intervenção de reparação e estabilização, com vista ao controlo de infiltrações, reforço da segurança e garantia da sua funcionalidade futura.

Estas intervenções enquadram-se no conjunto de medidas excecionais definidas pelo Governo na sequência da situação de calamidade provocada pelas intempéries que afetaram o país no início de 2026.
Para o presidente da Câmara Municipal de Abrantes, Manuel Jorge Valamatos, esta é uma “resposta fundamental” para Abrantes, bem como para a região, permitindo atuar com rapidez na mitigação dos danos e na prevenção de riscos futuros.
“O Município de Abrantes reafirma, assim, o seu compromisso com a proteção de pessoas e bens, a valorização do território e a implementação de soluções eficazes e sustentáveis face aos desafios colocados pelas alterações climáticas”, sublinha a nota divulgada.
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“No caso da ribeira de Rio de Moinhos, os fenómenos meteorológicos extremos provocaram assoreamento do leito, instabilidade das margens e danos em infraestruturas adjacentes, aumentando o risco de cheias.”
Fenómenos meteorológicos extremos? Não terá sido a insensata intervenção de 3 milhões de euros feita pela Câmara Municipal de Abrantes? As árvores ribeirinhas foram deitadas abaixo. As margens desmatadas e alteradas pelas máquinas foram alvo fácil de erosão pelas chuvas. Milhares de toneladas de pedras colocadas pela Câmara foram levadas para o meio da ribeira. Os meandros que travavam a velocidade da águas são agora uma via rápida para inundações, que carregam toneladas de areia para a nova praia de Rio de Moinhos, um desolador monumento à ignorância dos promotores desta obra. Entretanto, os açudes não alimentam as caleiras de rega e muitos desapareceram. Um crime ambiental, pago por fundos ambientais, que voltam a pagar os inevitáveis arranjos. Infelizmente, vai ser assim todos os anos.