No ano em que comemora os seus 50 anos, o futuro da Escola EB 2,3/S Octávio Duarte Ferreira, em Tramagal, Abrantes vai ser debatido num encontro, ainda a realizar este ano, que deverá envolver diversas forças vivas no concelho. Isto mesmo foi anunciado por Alcino Hermínio, director do Agrupamento de Escolas N. 2 de Abrantes, durante a sessão solene comemorativa do cinquentenário do Antigo Liceu Nacional de Abrantes/atual Escola Dr. Manuel Fernandes que se realizou este sábado, 21 de outubro.
Alcino Hermínio referiu que a Escola Octávio Duarte Ferreira quer continuar a contribuir para a formação e educação dos nossos jovens mas que tal depende do que a comunidade fizer pela mesma. “O que Escola EB 2,3/S Octávio Duarte Ferreira vier a ser no futuro depende em grande parte do nosso rasgo enquanto comunidade. É por isso que ainda este ano promovermos um encontro-debate sobre o caminho a escolher para esta escola, que reunirá todos os parceiros que possam estar, direta ou indirectamente, ligados ao seu futuro”, disse.

O responsável disse ao mediotejo.net que está preocupado com a situação uma vez que a escola tem poucos alunos pelo que necessita de um projecto para ganhar mais qualidade e vontade de caminhar para o futuro. “Com a evolução do concelho de Abrantes e a diminuição da população aquela escola precisa de um projecto mais claro. Na minha opinião, não pode continuar a ser apenas uma escola de ensino regular. Tem que ganhar outras capacidades, outras competências, tirando partido do tecido empresarial que a rodeia e até das necessidades de âmbito regional”, atestou.
Alcino Hermínio considera que “existe alguma margem de manobra para em conjunto com as empresas, instituto de emprego, câmara municipal e junta de freguesia, tentarmos encontrar um caminho que abra futuro para a escola Dr Otávio Duarte Ferreira”.
O encontro-debate, em data a anunciar, deverá envolver empresários, autarquias e outros agentes económicos e sociais. “O futuro desta escola passa por aquilo que a comunidade consiga ou não fazer dela. Apesar de tudo, há alguma margem para desenvolvermos o nosso trabalho”, referiu.
