Tomás Alcaravela perdeu a vida na República Checa, onde estudava Medicina. Créditos: DR

As cerimónias fúnebres do abrantino Tomás Alcaravela, o jovem de 20 anos que foi encontrado sem vida na República Checa, onde estudava Medicina, têm lugar na terça e quarta-feira. O corpo vai estar em câmara ardente a partir das 18h00 do dia 16, na Igreja da Santa Casa da Misericórdia de Abrantes, realizando-se as exéquias religiosas na Igreja Paroquial de São Vicente de Abrantes, na quarta-feira, dia 17, às 11h00, após o que será sepultado no Cemitério de Santa Catarina.

Tomás Alcaravela foi dado como desaparecido na madrugada de sábado, dia 6 de novembro. Só no dia 9 de novembro o Governo português confirmou ao nosso jornal que um corpo encontrado num saguão do prédio onde este residia era, de facto, o do jovem abrantino.

De acordo com o jornal checo ‘Krimi Plzen’, o óbito foi declarado local, quando os bombeiros o encontraram, no dia 8 de novembro. O jovem morava num apartamento no último andar do prédio e uma janela do seu apartamento dava acesso direto a um saguão com uma claraboia, e foi no fundo desse espaço, semelhante a um poço, que o jovem foi encontrado, já sem vida.

Os seus amigos afirmaram que Tomás estava desaparecido desde a madrugada de sábado, após a ida a uma discoteca, tendo sido visto a entrar no seu apartamento por volta das 05h00.

Segundo o Jornal de Notícias, que cita o jornal checo “Krimi Plzen”, que por sua vez cita fontes policiais, a autópsia a Tomás Alcaravela terá afastado a possibilidade de “envolvimento de terceiros” na sua morte. O corpo será entregue esta segunda-feira à família, e chegará de avião a Portugal na terça-feira, seguindo para a Santa Casa da Misericórdia de Abrantes. 

Natural de Abrantes, Tomás Manuel Calado Bernardo Maia Alcaravela nasceu a 30 de maio de 2001 e é filho do médico cardiologista abrantino Jorge Alcaravela e neto de Silvino Alcaravela, que foi administrador do Hospital de Abrantes.

Paula Mourato

A sua formação é jurídica mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 a Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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