A Biblioteca Municipal António Botto, em Abrantes, acolhe entre os dias 3 de fevereiro e 4  de março a exposição “Metáforas e Alegorias Sobre a Natureza e os Aborígenes”, de Emilio Boschilia.

Emilio Boschilia, brasileiro, 72 anos, dedica-se à pintura, à gravura e ao design gráfico. Os seus temas envolvem a natureza, os animais e os aborígenes, em consequência das vivências de infância e adolescência, passadas na região de fronteira agrícola do Norte do Paraná, no Brasil, onde um voraz processo de colonização destruiu a quase totalidade das matas, eliminou grande parte da vida animal silvícola e ocupou os tradicionais territórios dos aborígenes que, ancestralmente, ocupavam aquelas terras.

Em nota de imprensa, a autarquia refere que a “exposição, composta por metáforas e alegorias, quer contribuir para um processo global de consciencialização da importância da preservação da natureza e dos povos ancestrais”.

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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