Foto: CMA

A Câmara Municipal de Abrantes informou a população que se irá proceder ao abate do eucalipto da localidade de Carvalhal, árvore de grande porte situada num pequeno largo junto à Avenida Mira Zêzere. A decisão decorre de relatório técnico e análise fitossanitária “por forma a garantir a segurança de pessoas, animais e bens”. O eucalipto de Carvalhal será abatido esta quinta-feira, dia 11 de maio.

A autarquia informa publicamente sobre esta ação, referindo-se a um anterior contexto com registo para a “comunicação de alguns munícipes sobre a queda de ramos de alguma dimensão para a via pública”.

“Com base na legislação em vigor, Lei n.º 59/2021, de 18 de agosto – Regime Jurídico de Gestão do Arvoredo Urbano e, após a comunicação de alguns munícipes sobre a queda de ramos de alguma dimensão para a via pública, foi solicitada uma análise fitossanitária ao Eucalipto do Carvalhal”, refere a autarquia em comunicado.

Mencionando um “relatório técnico de Inspeção e Diagnóstico Avançado efetuado pela empresa Sequoia Verde tendo por base a Norma ANSI A300 – Tree Risk Assessment (International Society of Arboriculture), modelo que estima o potencial risco de rutura associado a uma árvore em função de três fatores de ponderação”, a Câmara Municipal frisa que a classificação do eucalipto se situa “no intervalo de valores de 8 a 10, significando Risco Elevado, sendo que, a secção mais afetada pelas lesões é o seu tronco, a que apresenta a classificação de risco mais elevada (10)”.

A freguesia de Carvalhal já havia emitido um comunicado sobre o assunto, uma vez que esta árvore sempre foi considerada um ícone na localidade, contando cerca de 50 anos de existência, e com a comunidade a não reagir favoravelmente ao anúncio de abate do eucalipto.

“Será com grande tristeza e pesar que as nossas gentes irão receber este comunicado, estamos juntos nesse sentimento”, refere a junta de freguesia, apelando a que se preserve a memória do Eucalipto de Carvalhal.


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Formada em Jornalismo, faz da vida uma compilação de pequenos prazeres, onde não falta a escrita, a leitura, a fotografia, a música. Viciada no verbo Ir, nada supera o gozo de partir à descoberta das terras, das gentes, dos trilhos e da natureza... também por isto continua a crer no jornalismo de proximidade. Já esteve mais longe de forrar as paredes de casa com estantes de livros. Não troca a paz da consciência tranquila e a gargalhada dos seus por nada deste mundo.

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