A esplanada 1º de Maio, em Abrantes, alvo de obras de requalificação daquele espaço público, já não terá quiosque tal como estava inicialmente previsto para uma cafetaria. A decisão foi avançada na terça-feira, 26 de junho, pelo vice-presidente João Gomes durante a reunião de Executivo camarário. Em causa a ausência de qualquer proposta ao concurso público que “ficou deserto”. O responsável deu conta que o procedimento não voltará a ser lançado.
O concurso público para cedência de exploração do quiosque a instalar na esplanada 1º de Maio, no Largo com o mesmo nome, em Abrantes, espaço público que está neste momento a ser alvo de uma operação de requalificação, não teve qualquer proposta apresentada. Nesse sentido, o Executivo decidiu suspender a instalação do quiosque inicialmente previsto.
“Verificámos não fazer sentido instalar dois espaços dentro da mesma área de negócio” uma vez que o restaurante “iria ter praticamente a mesma área”, justificou o vice-presidente da Câmara Municipal de Abrantes, João Caseiro Gomes.
Acrescenta-se que durante a intervenção o Executivo verificou que o quiosque a recuperar “estava num estado de degradação acima do que era expectável” decidindo “o Município não avançar” com a recuperação do quiosque “dando outra dimensão à praça”.
Remetendo para o ponto seguinte da Ordem de Trabalhos da reunião de Executivo do dia 26 de junho, João Gomes explicou que relativamente ao concurso para a cedência de exploração de edifício destinado a restauração e bebidas na esplanada 1º de Maio, que decorreu igualmente no dia 7 de junho, foi deliberada a exclusão da única proposta apresentada por violação do ponto 18 do programa de concurso, ficando igualmente deserto.
Não ocorreu a entrega da documentação necessária dentro do prazo, sendo já uma prorrogação de cinco dias”, referiu o vice-presidente, dando conta que o procedimento irá “novamente avançar com as mesmas condições” mas “aguardando mais uns tempos” no sentido dos potenciais concorrentes poderem “ver o restaurante em forma física e não apenas na planta” do projeto.

Na sequência da informação levada a reunião de Câmara, o vereador Armindo Silveira, do Bloco de Esquerda, sugeriu que também o restaurante fosse suspenso para que o Largo 1º de Maio “fosse um espaço amplo” e pudesse “levar as pessoas para os estabelecimentos do Centro Histórico”.
João Gomes explica que em relação ao quiosque “não houve qualquer investimento” contrariamente ao espaço que irá receber o futuro restaurante já em obra. “Não estamos aqui a falar de deitar dinheiros públicos à rua e há compromissos assumidos, recorda.
“A Câmara tem de ser um parceiro sério e honesto em relação a todas as partes. Não faz qualquer sentido! Por isso iremos cumprir com a realização do restaurante” considerando ser “uma mais-valia e um motivo de dinâmica para aquele espaço”.
Por seu lado, o vereador Rui Santos, do Partido Social Democrata, manifestou-se preocupado com o facto de o concurso público para a exploração do edifício destinado a restauração ter apenas uma proposta a concurso. “Temos de refletir sobre o que se está a passar”, disse. Deixou depois a sugestão de uma diferente divulgação do concurso no sentido de serem apresentadas mais propostas no futuro.
A empreitada de requalificação do Largo 1º de Maio, no coração da cidade de Abrantes, teve início no dia 5 de março com a montagem do estaleiro e a colocação de sinalização, numa obra adjudicada por cerca de 370 mil euros à Protecnil – Sociedade Técnica de Construções, SA.
Segundo nota de imprensa da CMA, a obra decorrerá num prazo previsto de 240 dias indicando que, “sendo um local central de estacionamento diário, a intervenção trará naturais incómodos”.
Tendo em conta que estão a desenrolar-se outras obras no Centro Histórico, no âmbito da estratégia de regeneração urbana e de valorização desta área estratégica da cidade, a CMA implementou, por isso, um conjunto de medidas em matéria de reordenamento do estacionamento, no sentido de minimizar os constrangimentos.
O projeto implica a colocação de novo mobiliário urbano, a praça será colocada toda ao mesmo nível e será arborizada “para que esta seja uma praça atrativa para quem chega à cidade”.
O edifício do antigo Posto de Turismo vai ser requalificado e ampliado para dar lugar a um espaço de restauração, acabando por cair a ideia do antigo quiosque que iria ser ser relocalizado e daria lugar a uma cafetaria.
As casas de banho públicas existentes neste largo também irão ser intervencionadas e as loiças sanitárias serão substituídas.
A autarquia observa que esta empreitada de requalificação do Largo 1º de Maio pretende “devolver este espaço central de boas vindas ao coração da cidade. Manterá a função de circulação automóvel e de estacionamento. Serão eliminados os elementos construídos em desníveis na zona central do espaço. Será formalizada uma praça de táxis coberta”, acrescenta.
