'Entre Nós e as Palavras' na Biblioteca Municipal de Abrantes esta quinta-feira com João Pinto Coelho. Foto: DR

No âmbito da iniciativa ‘Entre Nós e as Palavras’ na Biblioteca Municipal António Botto, o escritor João Pinto Coelho apresenta esta quinta-feira, 27 de fevereiro, às 21h30, o seu livro ‘Perguntem a Sarah Gross’. A apresentação fica a cargo da abrantina Alexandra Simão. Um romance sobre a realidade das comunidades judaicas polacas no período que antecedeu a 2.ª Guerra Mundial.

Em 1968, Kimberly Parker, uma jovem professora de Literatura, atravessa os Estados Unidos para ir ensinar no colégio mais elitista da Nova Inglaterra, dirigido por uma mulher carismática e misteriosa chamada Sarah Gross.

Foge de um segredo terrível e procura em St. Oswald’s a paz possível com a companhia da exuberante Miranda, o encanto e a sensibilidade de Clement e sobretudo a cumplicidade de Sarah. Mas a verdade persegue Kimberly até ali e, no dia em que toma a decisão que a poderia salvar, uma tragédia abala inesperadamente a instituição centenária, abrindo as portas a um passado avassalador. Nos corredores da universidade ou no apertado gueto de Cracóvia; à sombra dos choupos de Birkenau ou pelas ruas de Auschwitz quando ainda era uma cidade feliz, Kimberly mergulha numa história brutal de dor e sobrevivência para a qual ninguém a preparou.

O livro é considerado “rigoroso, imaginativo e profundamente cinematográfico, com diálogos magistrais e personagens inesquecíveis”. ‘Perguntem a Sarah Gross’ apresenta-se como “um romance trepidante que nos dá a conhecer a cidade que se tornou o mais famoso campo de extermínio da História”. A obra foi finalista do prémio LeYa em 2014.

Sobre o autor:

João Pinto Coelho nasceu em Londres em 1967. Licenciou-se em Arquitetura em 1992 e viveu a maior parte da sua vida em Lisboa. Passou diversas temporadas nos Estados Unidos, onde chegou a trabalhar num teatro profissional perto de Nova Iorque e dos cenários que evoca neste romance. Em 2009 e 2011 integrou duas ações do Conselho da Europa que tiveram lugar em Auschwitz (Oswiécim), na Polónia, trabalhando de perto com diversos investigadores sobre o Holocausto. No mesmo período, concebeu e implementou o projeto ‘Auschwitz in 1st Per-son/A Letter to Meir Berkovich’, que juntou jovens portugueses e polacos e que o levou uma vez mais à Polónia, às ruas de Oswiécim e aos campos de concentração e extermínio. A esse propósito tem realizado diversas intervenções públicas, uma das quais, como orador, na conferência internacional Portugal e o Holocausto, que teve lugar na Fundação Calouste Gulbenkian. Em 2012 publica Perguntem a Sarah Gross, o seu primeiro romance. O seu romance seguinte ‘Os Loucos da Rua Mazur’ foi o vencedor do prémio LeYa 2017.

Uma iniciativa dirigida ao público em geral, com entrada livre.

 

A sua formação é jurídica e a sua paixão é História mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 à cidade natal; Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

Deixe um comentário

Leave a Reply