EN2 no Espinhaço de Cão reabriu ao trânsito com circulação alternada. Foto: CMA

O troço da Estrada Nacional 2 (EN2) conhecido como Espinhaço de Cão, em Abrantes, reabriu à circulação esta quarta-feira, cerca das 19h00. A via, que esteve encerrada por questões de segurança, funcionará com trânsito alternado e permitirá a passagem de veículos pesados, após nova inspeção técnica da Infraestruturas de Portugal (IP).

A reabertura ocorre depois de um período de forte condicionamento nesta via estratégica, que serve de acesso principal entre o centro de Abrantes, a ponte sobre o Tejo e a margem sul do concelho. O troço, situado entre a Rotunda do Olival (Oliveiras) e o cruzamento com a Avenida Dr. Francisco Sá Carneiro, tinha sido interditado devido à elevada instabilidade dos taludes da encosta do Castelo.

O motivo do corte prolongado prende-se com os efeitos da forte precipitação registada nas últimas semanas, que saturou os solos e provocou sucessivos aluimentos de terras e derrocadas nas barreiras. De acordo com as avaliações técnicas da Infraestruturas de Portugal, embora a plataforma rodoviária e a via ferroviária adjacente não apresentassem problemas estruturais, o risco de queda de detritos da encosta do Castelo sobre a estrada obrigou ao encerramento preventivo para garantir a segurança de pessoas e bens.

Esta interdição foi marcada por um cenário de “abre e fecha” durante o mês de fevereiro, à medida que novos deslizamentos ocorriam. O encerramento prolongado gerou fortes constrangimentos no trânsito da cidade, obrigando ao desvio de veículos pesados pelo interior de Abrantes e por percursos alternativos via A23 e EN118, o que causou pressão adicional na rede viária urbana.

Apesar da reabertura parcial, a situação ainda exige cautela. A Infraestruturas de Portugal, enquanto entidade gestora da via, confirmou que irá manter uma monitorização contínua e permanente da estabilidade dos taludes na encosta do Castelo para prevenir novos incidentes.

As autoridades apelam aos condutores para que respeitem rigorosamente a sinalização de circulação alternada e as indicações presentes no local, sublinhando que a segurança total da via depende da estabilização definitiva das encostas, num processo que continuará a ser acompanhado de perto pela IP e pelos serviços de Proteção Civil Municipal.

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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