Abrantes.Foto: mediotejo.net

A Câmara de Abrantes vai entregar este ano a Medalha de Mérito Municipal ao Centro Hospitalar do Médio Tejo (CHMT) e a todos os profissionais de saúde, numa cerimónia restrita que vai decorrer este domingo, Dia da Cidade, na Praça Raimundo Soares. Na ocasião, marcada para as 10:00 com o hastear da bandeira e do hino nacional, serão também homenageados os funcionários com 25 anos de serviço, a par de um discurso oficial do presidente da autarquia, a propósito do 104º aniversário de Abrantes cidade e dos tempos de pandemia que se vivem no concelho, no país e no mundo.

Na justificação desta proposta de atribuição da Medalha de Mérito Municipal ao CHMT, o presidente da Câmara, Manuel Jorge Valamatos (PS), disse que a distinção decorre do trabalho desenvolvido na resposta à pandemia e da prestação de serviços continuados à comunidade onde se insere o CHMT, que integra as unidades de Abrantes, Tomar e Torres Novas, sendo extensível a todos quantos trabalham no hospital de Abrantes.

A Medalha de Mérito Municipal é uma forma de “enaltecer todo o trabalho no âmbito da covid-19”, de “realçar o trabalho da administração” presidida por Carlos Andrade Costa ao longo dos últimos anos e de “homenagear e valorizar também o hospital de Abrantes e todos os seus profissionais de saúde”.

“Em primeiro, dizer que estamos todos tristes porque não conseguimos fazer as nossas festas como é habitual, o que nos deixa alguma nostalgia”, começou por referir ao nosso jornal Manuel Jorge Valamatos, tendo dado conta que a Medalha de Mérito Municipal é uma forma de “homenagear os profissionais de saúde e todos os que trabalham no nosso hospital”, na pessoa do presidente do Conselho de Adminstração do CHMT, Carlos Andrade, e homenagear a comunidade e os cidadãos em geral, que “de forma cívica e de forma muito respeitosa entenderam e respeitaram as orientações da DGS”.

Abrantes vai assinalar o Dia da Cidade no domingo com algumas iniciativas ‘online’ e cerimónias oficiais restritas ao público em geral, devido à covid-19. O município vai acender, cerca das 21.30, uma “luz de esperança” de modo permanente a partir da torre de telecomunicações no Alto de Santo António, com 75 metros de altura.

“É um sinal, uma luz de esperança para a situação para que vivemos neste momento (..) e é uma marca que fica desta situação desagradável e preocupante, um sinal e uma marca de esperança que fica para todos”, notou Manuel Jorge Valamatos.

A Câmara de Abrantes vai entregar este ano a Medalha de Mérito Municipal ao Centro Hospitalar do Médio Tejo (CHMT) e a todos os profissionais de saúde, numa cerimónia restrita que vai decorrer este domingo, Dia da Cidade, na Praça Raimundo Soares. Foto: Arlindo Homem

Depois das cerimónias oficiais, que contam com transmissão online nas páginas do município, decorrerá o lançamento do vídeo “Uma viagem pelo nosso concelho”, às 12:00, seguido de diversos momentos culturais também nas redes sociais para acompanhar durante a tarde e noite.

A performance de dança contemporânea ‘Ligações’, de Marina Brunheta, será transmitida às 15:00, seguindo-se, ao longo de toda a tarde, a publicação de atividades tão diversas como o “Divagante Passageiro”, uma declamação encenada do poema “Zara”, da autoria de José-Alberto Marques pelo ator abrantino Francisco Goulão (às 16:00) e um concerto pelas bandas abrantinas Salomé Silveira e Banda, Funk You, Hot Play, Marco e Sound Check (19:00).

A inauguração da iluminação cénica da Torre de Telecomunicações está marcada para as 21:30, ao que seguirá a transmissão retrospetiva de alguns dos melhores momentos dos Concertos do Dia da Cidade, de 2016 a 2019 (22:15). Para fechar a programação, às 22:30, está anunciado o lançamento do concerto para o dia 14 de junho de 2021 e que contará com a atuação em Abrantes, ao vivo e a cores, de Rita Guerra, Héber Marques (HMB) e a London International Gospel Choir, concerto que estava agendado para fechar as festas deste ano e que a autarquia conseguiu manter para as próximas festas e que se esperam já feitas da alegria dos encontros e reencontros nas principais praças da cidade.

Mário Rui Fonseca

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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