Deputados da comissão de Defesa Nacional deslocam-se na sexta-feira à região mais afetada pelos incêndios florestais para conhecer as missões que os militares estão a desempenhar no local, no apoio ao dispositivo de combate aos fogos.
Os deputados pretendem “recolher informação” sobre as preocupações que os militares empenhados na operação possam ter e “manifestar apoio institucional”, disse à Lusa o deputado Marco António Costa, presidente da comissão de Defesa Nacional.
Miranda Calha, João Soares e José Medeiros, do PS, Carlos Costa Neves e Marco António Costa, do PSD, e Jorge Machado, do PCP, deslocam-se em primeiro lugar ao Regimento de Apoio Militar de Emergência, em Abrantes, onde está instalado o posto de comando.
Em seguida, rumam à região de Pedrógão Grande e visitam o posto de comando da Autoridade Nacional de Proteção Civil, prevendo-se depois uma visita à “área de distribuição e alimentação” e à posição de um dos pelotões do Exército empenhado no dispositivo de combate aos fogos.
Entre os meios que as Forças Armadas já disponibilizaram para o teatro de operações estão 12 pelotões do Exército, 237 operacionais da Marinha, dos quais 178 fuzileiros, cinco equipas de engenharia do Exército, um avião P3 Orion que está no terreno desde o dia 18 de junho e um helicóptero Alouette III.
O incêndio que deflagrou no sábado à tarde em Pedrógão Grande, no distrito de Leiria, e foi dado como dominado na tarde de hoje provocou pelo menos 64 mortos e mais de 200 feridos.
O fogo começou em Escalos Fundeiros, e alastrou depois a Figueiró dos Vinhos e Castanheira de Pera, no distrito de Leiria.
Desde então, as chamas chegaram aos distritos de Castelo Branco, através do concelho da Sertã, e de Coimbra, pela Pampilhosa da Serra.
Este incêndio já consumiu cerca de 30.000 hectares de floresta, de acordo com dados do Sistema Europeu de Informação de Incêndios Florestais.
